Fernando Lugo diz que câncer está retrocedendo

Presidente paraguaio deve receber alta do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na quarta-feira

Reuters |

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse nesta terça-feira que o câncer linfático diagnosticado há dois meses está desaparecendo e que a trombose que o obrigou a ser internado de urgência no Brasil está controlada.

Em uma tentativa de por fim às especulações sobre sua condição de governar, Lugo falou com jornalistas durante caminhada pelo hospital Sírio-Libanês, onde foi internado no sábado para tratar um coágulo na veia cava superior, uma complicação derivada do tratamento com quimioterapia.

AFP
Presidente paraguaio conversou com jornalistas no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo
"Estou muito bem, graças a Deus. Estou me livrando pelo menos do câncer, vou voltar com saúde ao Paraguai", disse o presidente, em declarações reproduzidas pela agência estatal de notícias Ip Paraguay.

Quimioterapia

Lugo teve diagnosticado um linfoma não-Hodgkin em estágio avançado e já passou por três sessões de quimioterapia. O coágulo desta semana estava obstruindo um cateter colocado no presidente para a administração de medicamentos do tratamento, segundo explicou um de seus médicos.

A condição de saúde de Lugo, 59 anos, desatou especulações sobre se estava em condições de continuar governando ou se deveria passar o poder ao vice-presidente, Federico Franco, um médico liberal que não divide as mesmas ideias de Lugo e com quem o presidente teve divergências no passado.

Lugo, que estava vestido com um casaco esportivo, mostrou-se animado e disse que continuará passando por sessões de quimioterapia até novembro ou dezembro, para estar "zero quilômetro", e respondeu com certo humor a uma pergunta sobre as especulações a respeito de sua permanência no cargo.

"A classe política paraguaia tem uma grande dívida com a cidadania, uma dívida de seriedade, de institucionalidade... a única maneira de responder a essa dívida é tratar com seriedade de todos os temas", afirmou.

Diferenças políticas

O chefe de gabinete do presidente, Miguel López Perito, disse que questionamentos sobre a capacidade de governar de Lugo partiram de setores que querem derrubar o presidente porque "não suportam" a esquerda e as diferenças políticas.

"É uma versão de interesse de alguns grupos que veem a situação como um atalho e uma oportunidade para voltar a tentar a saída do presidente... Lugo não vai deixar o poder", disse.

Lugo deve receber alta na quarta-feira à tarde e retornar ao Paraguai no mesmo dia para retomar suas funções.

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