Fernando Cordero assume Presidência da Assembleia Nacional do Equador

Quito, 31 jul (EFE).- O presidente da Assembleia Nacional, o governista Fernando Cordero, se comprometeu, ao assumir seu cargo hoje, a trabalhar por um Equador inclusivo, fez um convite ao diálogo e pediu respeito às divergências no país.

EFE |

Cordero, do movimento governista Aliança País (AP) conquistou o voto de 74 constituintes da assembleia, enquanto 14 votaram contra, 12 deixaram em branco e 24 se abstiveram.

A sessão começou em meio a um forte lobby político para captar a maioria absoluta, pois a AP, que com 59 votos é o partido mais numeroso, a alcançaria se obtivesse 63 votos.

Depois da divulgação da vitória de Cordero, o presidente do Equador, Rafael Correa, comemorou a ampla votação e assegurou que apesar das "aves de mal agouro" que diziam que Cordero não chegaria à Presidência do Legislativo, ele obteve o apoio suficiente para avançar na "nova era iniciada na República".

Após assumir o cargo, Cordero assegurou que não será só o presidente de quem votou por ele, mas ganhará a possibilidade de que todos possam confiar em que seu trabalho buscará incluir a todos e que, por isso, ressaltou que haverá igualdade de condições e oportunidades.

Cordero afirmou que, desde seu primeiro dia no cargo na Assembleia Nacional, convida à construção de uma função legislativa que contribua para a mudança: "Não temos por que pensar igual, mas respeitar a todos igualmente".

Em um breve discurso, Cordero assegurou não acreditar que a política prejudica a todos e que, por isso, reafirmou que pretende contribuir para "construir um novo país inclusivo", no qual "uma das grandes ganhadoras deve ser a política onde as ideias se confrontam e os discursos sejam coerentes com a prática".

Assegurou que a oposição pode discordar, mas "sem necessidade de levantar a voz nem desacreditar em nós mutuamente".

A Assembleia, que substitui o Parlamento, é uma das instituições que foi criada pela nova Constituição, aprovada pelos equatorianos no ano passado e seus integrantes - 15 de representação nacional, 103 provinciais e 6 pelo exterior - têm um mandato de quatro anos.

A reunião legislativa começou com a verificação da documentação dos constituintes da assembleia, o que durou mais de uma hora.

Depois disso, a sessão teve início com 121 legisladores, mas os outros três chegaram mais tarde.

Paralelamente à instalação da Assembleia, hoje assumiram seus cargos os 221 prefeitos do país, 1.581 vereadores, 23 governadores regionais provinciais e 3.985 membros das juntas paroquiais.

Durante o juramento do cargo de Gustavo Baroja, como governador regional da província de Pichincha, o presidente Correa destacou a importância de lutar pelos interesses de todo o povo e não da elite de nenhum setor.

Alertou novamente sobre as tentativas da direita de desestabilizar os Governos progressistas e convocou a união "das mãos limpas e dos corações generosos, vibrantes e socialistas".

O presidente do Equador também participou da cerimônia, na qual assumiu o cargo o governador regional da província do Azuai, no sul do país, Paúl Carrasco, que antes de assumir oficialmente seu cargo, participou de um ritual indígena "para eliminar as más energias", segundo ele.

Em Cuenca, capital de Azuai, Correa assegurou que o país "está mudando" e que em sua tentativa de beneficiar os mais pobres, "poderosos interesses estão sendo afetados, que sempre viveram do sangue dos mais humildes".

"Por isso, enfrentamos uma reação virulenta, que utiliza todos os mecanismos a seu alcance para o escândalo", disse, ao pedir uma unidade para "mudar a raiz das estruturas caducas e imorais".

Correa também participará da cerimônia na qual Jimmy Jairala assumirá a Prefeitura da província do Guayas e no juramento do cargo de Augusto Barrera como prefeito de Quito. EFE sm/pd

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