Ferimentos e prisões marcam 1º dia de greve geral no Chile

Pelo menos 40 pessoas, entre civis e policiais, ficaram feridas, e mais de 300 foram detidas durante confrontos na capital

EFE |

O primeiro dia de greve geral no Chile convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) deixou nesta quarta-feira um saldo de pelo menos 40 feridos - entre civis e policiais -, 348 detidos e saques a supermercados e outros estabelecimentos comerciais.

O governo chileno destacou que os organizadores da greve nacional de 48 horas, convocada para reivindicar melhorias sociais e trabalhistas, "não cumpriram com seu objetivo de paralisar o país", mas a noite Santiago viveu momentos de violência. Após uma nova jornada de " panelaço " na capital chilena, nas zonas periféricas, se registraram graves escaramuças entre encapuzados, que levantaram grandes barricadas, e carabineiros.

Fogueiras bloquearam o trânsito de veículos em avenidas principais, explosões foram ouvidas e os manifestantes lançaram objetos nos cabos de alta tensão para provocar blecautes.

Nos incidentes, o policial identificado como Rodolfo Kunstmanun ficou ferido após levar uma bala na perna, e teve de ser levado ao hospital. Em algumas áreas, a polícia teve de utilizar tanques Movag, usados para reprimir os protestos durante a ditadura militar chilena.

Panelaços e buzinaços foram registrados em Santiago e em outras cidades do Chile. Na praça Ñuñoa, na capital, mais de mil de pessoas se reuniram para fazer barulho com panelas e frigideiras em apoio ao movimento sindical e estudantil no país.

O presidente Sebastián Piñera lamentou os incidentes, mas afirmou que o país funcionou "com bastante normalidade" ao longo do dia. "Os hospitais, o transporte público, os aeroportos e as empresas estão funcionando. O povo está podendo seguir sua vida de forma bastante normal", declarou o líder no Palácio de La Moneda (sede do governo chileno), que lamentou os "focos de violência" surgidos durante a jornada.

A greve de 48 horas foi convocada pela CUT sob uma plataforma de reivindicações que vão desde reformas constitucionais até um aumento de impostos para as empresas, além de um fundo de previdência estatal e mais recursos para saúde e educação .

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