Nova York, 17 dez (EFE).- Os dois potentes feixes de luz ligados a cada ano em Nova York em memória das vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e que reproduzem a forma das Torres Gêmeas estão pagos até 2011, anunciou hoje a entidade encarregada da reconstrução da zona zero.

Os membros da junta diretora do Lower Manhattan Development Corporation (LMDC) aprovaram hoje o pagamento do custo dos dois potentes canhões de luz até o décimo aniversário do ataque terrorista, o que representa uma despesa de US$ 695 mil nos próximos dois anos.

"A cada ano, esses feixes de luz nos lembram poderosamente de todos os que perdemos nos trágicos ataques de 11-9. Enquanto continuamos construindo o museu em memória das vítimas, é muito importante que essa homenagem continue", disse hoje o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em comunicado.

Os feixes foram acesos pela primeira vez em 2002 e podem ser avistados a mais de 40 quilômetros de distância da chamada "zona zero".

Fundado depois dos atentados pelo então prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, e governador do estado de mesmo nome, George Pataki, para revitalizar a parte baixa de Manhattan, o LMDC explicou que a decisão de continuar pagando pelos feixes de luz é garantir que sejam ligados para a inauguração do monumento e do museu nacional, prevista para 2011.

Os responsáveis pela agência que trabalha com autoridades públicas e organizações privadas na reconstrução da "zona zero" também aprovaram nesta quinta-feira a continuação do financiamento de outros dois programas em homenagem às vítimas dos ataques terroristas de 11-9.

Trata-se de um projeto da organização "StoryCorps", dedicada a recolher testemunhos orais para ilustrar a história dos Estados Unidos, e que, desde o 11-9, guarda entrevistas e relatos que mostram como os nova-iorquinos e os cidadãos de outras partes do mundo viveram a tragédia, assim como os familiares das vítimas.

O outro programa é o chamado "Project Rebirth", um projeto cinematográfico que pretende mostrar cronologicamente as vivências das vítimas do 11-9 e dos que trabalharam nas tarefas de remoção de escombros e agora de reconstrução.

"Esses programas são um gesto digno que nos ajuda a preservar a memória das vítimas do 11-9, homenagear o heroísmo dos primeiros a chegar à zona zero e celebrar a solidariedade demonstrada após a tragédia pela nação e pelo mundo inteiro", disse o governador de Nova York, David Paterson. EFE dvg/bba

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