Paris, 22 set (EFE).- A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) anunciou hoje, numa nota assinada em conjunto com a Associação Pró-Direitos Humanos da Espanha (APDHE), que pedirá ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigue a perseguição política em Honduras.

A FIDH também disse que, amanhã, vai solicitar a punição de todos os responsáveis pela perseguição política que os golpistas hondurenhos vêm praticando desde 28 de junho, quando Manuel Zelaya foi tirado da Presidência e expulso do país.

Outra reivindicação da organização é que o Governo de fato de Roberto Micheletti renuncie e permita a reinstalação de Zelaya.

"A FIDH e APDHE apresentarão à Promotoria do TPI (com sede em Haia) inúmeros testemunhos que provam que, de maneira generalizada e sistemática, as máximas autoridades de fato do Estado hondurenho, desde o golpe de Estado, teriam cometido graves violações aos direitos humanos", diz a nota.

Segundo a FIDH, desde que Micheletti assumiu o poder, foram registradas violações como "milhares de detenções arbitrárias, perseguição sistemática à imprensa independente, execuções extrajudiciais, tratos desumanos e degradantes e tortura física e psicológica".

Foram registrados ainda casos de "ameaças de morte, deportações ou expulsões ilegais, perseguição a estrangeiros, sobretudo nicaraguenses, e perseguição a servidores públicos, deputados, prefeitos, juízes e promotores que se opuseram ao golpe de Estado".

A organização de direitos humanos também pediu que sejam investigados os proprietários de meios de comunicação ou autoridades religiosas "que fizeram apologia da perseguição política contra os partidários de uma assembleia nacional constituinte ou que se mobilizaram pelo retorno do presidente Zelaya". EFE jam/sc

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