O Fed (Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira que vai injetar mais US$ 800 bilhões na economia americana para amenizar os efeitos da crise financeira no país. Desse total, US$ 600 bilhões devem ser usados para comprar dívidas relacionadas a hipotecas, em uma tentativa de incentivar o aumento da oferta de liquidez no mercado imobiliário.

Com o avanço da crise, os bancos e outras instituições financeiras passaram a diminuir a oferta de empréstimos, o que agravou o desaquecimento econômico, criando um ciclo vicioso.

A maior parte do dinheiro (US$ 500 bilhões) será usada para comprar títulos lastreados por hipotecas das gigantes do setor, Fannie Mae e Freddie Mac, que passaram a ser controladas pelo governo americano em setembro, e também da Ginnie Mae (uma corporação governamental que atua no setor de financiamentos imobiliários).

Os US$ 100 bilhões restantes devem ser usados para comprar dívidas da Freddie Mac, da Fannie Mae e do Sistema Bancário Federal de Empréstimos Habitacionais (Federal Home Loan Bank System, em inglês), que oferece reservas de crédito a associações, bancos e outras entidades que fazem financiamentos para a compra de imóveis.

Em um comunicado, o Fed diz que a decisão de investir os US$ 600 bilhões "está sendo tomada para reduzir os custos e aumentar a disponibilidade de crédito para a compra de casas, o que por sua vez deve dar suporte aos mercados habitacionais e criar condições para a melhoria das condições nos mercados financeiros de forma mais geral".

A nota também diz que o gasto com a compra das dívidas hipotecárias não deve ocorrer de uma vez e, sim, aos poucos, "durante vários trimestres".

Separadamente, outros US$ 200 bilhões devem ser usados para ajudar consumidores que contraíram dívidas de outras formas, como por exemplo em empréstimos estudantis ou por meio do cartão de crédito.

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