Fechamento de empresa americana reduz spam em 70%

O fechamento de uma companhia de serviço de hospedagem de sites na internet que teria gangues de spam como clientes levou a uma redução drástica no envio deste tipo de e-mail, segundo uma empresa de segurança online. Duas empresas americanas provedoras de internet bloquearam a companhia McColo depois de uma investigação do jornal Washington Post.

BBC Brasil |

O jornal vinha levantando informações a respeito da McColo nos últimos quatro meses e passou estes dados para as companhias Global Crossing e Hurricane Electric. Na terça-feira, as duas companhias decidiram desligar a McColo de seus serviços.

Desde então, os níveis de spam caíram 70%, segundo a companhia de segurança online Ironport.

A McColo estaria hospedando gangues de botnets - redes formadas por diversos computadores com um programa chamado bot (ou "zumbi"), projetado para procurar informações pela internet como detalhes de contas bancárias e cartões de crédito, com pouca intervenção humana, e para enviar spam.

Segundo a empresa britânica MessageLabs, que trabalha com sistemas de segurança online, as botnets são responsáveis por mais de 90% dos spams enviados no mundo.

Temporário
Mas, de acordo com a Ironport, a queda no nível de envio de spam deve ser temporária.

"É uma queda sem precedentes, mas será um período de inatividade temporário, já que as redes se movem da América do Norte para locais onde existe menos vigilância", disse Jason Steer, porta-voz da Ironport.

Steer afirma que as companhias de tecnologia estão lutando contra o problema do alto número de spam.

"As companhias de internet americanas estão sendo muito mais vigiadas. As autoridades e a comunidade da internet acordaram para o problema", afirmou.

Mas, para Steer, os criminosos poderão passar a tomar mais cuidado com o que fazem, mas não irão parar.

"Os níveis de spam voltarão ao normal com a aproximação do feriado de Ação de Graças e do Natal", disse.

Um estudo recente de cientistas do setor de informática das Universidades de Berkeley e San Diego, ambas no Estado americano da Califórnia, descobriu que as pessoas que mandam spams conseguem obter lucros, mesmo com um índice de resposta de um para cada 12,5 milhões de e-mails enviados.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG