FBI tenta libertar refém de piratas somalis

A Marinha dos Estados Unidos informou que pediu ajuda do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, nas negociações para alibertação do capitão americano do navio cargueiro Maersk Alabama, sequestrado por piratas somalis na quarta-feira, na costa da Somália.

BBC Brasil |

O capitão Richard Phillips ainda está sendo mantido como refém depois que os piratas assumiram o controle do navio de carga por algumas horas na quarta-feira. Segundo o correspondente da BBC em Nairóbi, no Quênia, Peter Greste, o impasse continua e os quatro piratas estão mantendo o capitão preso em um barco salva vidas.

O navio foi atacado na madrugada de quarta-feira a cerca de 500 km da costa da Somália. Ainda de acordo com Greste fontes do setor marítimo do Quênia disseram que os piratas fizeram três exigências.

A primeira é que a embarcação militar dos Estados Unidos, o destroier USS Bainbridge, que foi para a região da costa da Somália onde está o Maersk Alabama, se retire.


Foto de arquivo mostra o navio sequestrado na quarta-feira / AP

A segunda seria de que a companhia de transporte marítimo pague um resgate pela libertação do capitão. Os piratas também querem que a companhia pague compensação pelo pequeno barco que eles conduziam e que afundou quando eles invadiram o Maersk Alabama.

Suprimentos

De acordo com Greste ainda não se sabe como estão sendo conduzidas as negociações, mas o impasse pode durar algum tempo, pois o barco salva vidas onde estão piratas e o refém está equipado com suprimentos para resistir a mais de uma semana no mar.

Mas, um porta-voz da empresa Maersk afirmou que o salva vidas está sem combustível, flutuando perto do Maersk Alabama.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que o governo de seu país está acompanhando a situação de perto e pediu que as outras nações do mundo ajam para acabar com a pirataria na região.

Troca

Em entrevista por telefone à rede de televisão norte-americana CNN, o marinheiro Ken Quinn afirmou que, ao retomar o controle da embarcação, a tripulação teria capturado um dos piratas, mantendo-o amarrado por cerca de doze horas para tentar trocá-lo pelo capitão.

Os atacantes, no entanto, se recusaram a liberar o capitão Phillips, e o pirata foi libertado pela tripulação do cargueiro.

"Eles estão querendo o pagamento de um resgate para liberar o capitão", afirmou Quinn à CNN. O marinheiro informou que a tripulação está mantendo contato com o refém por meio de rádio.

Quinn afirmou que os tripulantes tentaram oferecer comida aos piratas em troca da libertação de Phillips.

Em uma declaração divulgada na quarta-feira, a companhia Maersk confirmou a maior parte do depoimento de Kevin Quinn.

"Os sequestradores armados que embarcaram no navio hoje (quarta-feira) já partiram, no entanto eles estão mantendo um integrante da tripulação como refém", afirmou a companhia."Os outros membros da tripulação estão a salvo e não há feridos."

Resgates

Os ataques de piratas aumentaram rapidamente nos últimos anos. Mais de 130 foram registrados em 2008, incluindo mais de 50 sequestros.

Os piratas normalmente liberam os navios e suas tripulações depois do pagamento de altos resgates pelas empresas de transportes marítimos.Calcula-se que, apenas no ano passado, foram pagos mais de US$ 80 milhões em resgates.

O aumento da frequência dos ataques levou a um maior patrulhamento das águas sem lei do Golfo de Áden. Somália e Iêmen, países que margeiam o golfo, não tem condições de impedir a atuação dos criminosos.

O Golfo de Áden é uma das rotas marítimas mais usadas no mundo para o escoamento de mercadorias entre Europa e Ásia pelo Mar Vermelho.

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