FBI: luta contra o narcotráfico nos EUA e México requer mais inteligência

O combate aos cartéis do narcotráfico mexicano exige a utilização de mais recursos de inteligência dos dois lados da fronteira entre Estados Unidos e México, declarou nesta quarta-feira o diretor da Agência Federal de Investigações (FBI), Robert Mueller.

AFP |

"Acho que poderíamos fazer mais para reunir (dados de) inteligência", estimou Mueller durante uma audiência perante uma comissão do Senado, um dia depois do anúncio feito por Washington de um novo plano de reforço da segurança na fronteira mexicana.

"Nossa inteligência deveria incluir desde nosso escritório legal no México até nossos escritórios na fronteira", acrescentou.

"Por isso, estamos criando uma unidade que centralizará toda a inteligência em El Paso (cidade fronteiriça do Texas)", indicou Mueller.

Os Estados Unidos mandarão centenas de agentes para reforças todas as suas agências de combate ao crime organizado, o tráfico de armas e de pessoas na fronteira sul, anunciou na terça-feira o governo de Barack Obama.

Entre as novas medidas, está incluída a criação de uma nova unidade especial de coleta de dados de inteligência em relação ao México, indicaram a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e membros do governo.

A cidade de El Paso fica na fronteira com Ciudad Juárez, do lado mexicano, onde uma assustadora onda de violência assusta os moradores há meses, e obrigou o governo a mobilizar em caráter de urgência mais reforços militares.

O FBI registrou um aumento das ameaças de sequestro contra cidadãos americanos que viajam ao México, além de extorsões praticadas por quadrilhas na fronteira, reconheceu Mueller.

A corrupção nos serviços de vigilância na fronteira nos Estados Unidos também é um fator, afirmou. "Temos um número substancial de casos nos quais narcotraficantes estão subornando as pessoas na fronteira".

jz/ap

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