FBI localiza investidor procurado por fraude de US$ 8 bi

(corrige título) Washington, 19 fev (EFE).- O FBI (Polícia federal americana) encontrou hoje o multimilionário e megainvestidor texano Robert Allen Stanford, que é acusado de uma fraude financeira de US$ 8 bilhões.

EFE |

Richard Kolko, porta-voz do FBI, informou hoje que agentes encontraram Stanford na região de Fredericksburg (Virgínia).

A Comissão da Bolsa de Valores dos EUA (SEC, na sigla em inglês) tinha pedido ao FBI que localizasse o magnata e lhe comunicasse formalmente as acusações apresentadas contra o Grupo Financeiro Stanford, que ele controla.

Stanford não está sob detenção, pois o Departamento de Justiça não formulou acusações criminais contra ele, embora seja possível que isso aconteça em breve.

O FBI o investiga por supostamente lavar dinheiro do cartel do Golfo do México, segundo a imprensa local.

Agentes do FBI revistaram os escritórios das empresas de Stanford em Houston, no Texas, na terça-feira passada, enquanto a SEC apresentava as acusações ao juiz Reed O'Connor, mas o magnata texano não foi encontrado na ocasião.

A SEC acusa o magnata de enganar os investidores, a quem vendeu títulos a prazo fixo conhecidos como certificados de depósito com taxas de juros "improváveis e não justificadas".

Todos os negócios de Stanford estão congelados por ordem judicial.

Segundo a emissora "ABC", que citou fontes governamentais anônimas, a SEC tinha preparado o caso contra Stanford há algum tempo, mas não adotou qualquer medida a pedido do FBI, que realizava uma operação secreta para descobrir seus possíveis vínculos com o narcotráfico.

Esta semana, o magnata texano movimentou grandes quantias de dinheiro de suas contas, o que precipitou a ação da SEC, indicou a "ABC".

O escândalo respingou no Congresso dos Estados Unidos, pois Stanford doou milhões de dólares em campanhas eleitorais, segundo a entidade independente Centro de Política Responsável.

De acordo com a entidade, os políticos estão se apressando para devolver as doações ou encaminhá-las para instituições de caridade.

Entre os beneficiados estão John McCain, candidato republicano à Presidência no ano passado, e os senadores democratas Christopher Dodd e Charles Schumer. EFE cma/mh

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