Senador americano, morto no ano passado de câncer no cérebro, foi alvo de ameaças décadas depois da morte de seus irmãos

Décadas depois de seus irmãos terem sido mortos por disparos de assassinos, o senador democrata Edward Kennedy recebeu repetidas ameaças de que ele também teria o mesmo destino, de acordo com 2.352 páginas de documentos divulgados nesta segunda-feira pelo FBI.

Cinco anos depois do assassinato do presidente John Kennedy (1961-1963) e pouco depois de o secretário da Justiça Robert Kennedy (1961-1964) ser morto, uma carta alertou que o terceiro irmão seria o próximo: "Ted Kennedy número três será assassinado em 25 de outubro de 1968. A residência de Kennedy deve estar bem protegida nessa data."

Senador democrata Ted Kennedy
AP
Senador democrata Ted Kennedy
Quase duas décadas depois, em 1985, as ameaças continuaram, dessa vez incluindo o presidente republicano: "Matarei Kennedy e (o presidente Ronald) Reagan, e falo sério."

As ameaças, algumas das quais resultaram em investigações e outras que apenas acabaram em advertências ao escritório do senador americano, estão citadas nos milhares de documentos que cobrem os anos de 1961 a 1985. Algumas das ameaças foram feitas por membros de grupos radicais, incluindo a Ku Klux Klan e o Partido Nacional-Socialista da População Branca.

Presidente Kennedy foi assassinado em Dallas em 22 de novembro de 1963. Robert Kennedy foi morto em Los Angeles, em 6 de junho de 1968. Suas mortes projetaram uma forte sombra sobre a vida do irmão mais jovem, com temores de que ele também seria assassinado. Ted Kennedy morreu no ano passado aos 77 anos, depois de lutar contra um câncer no cérebro.

A maior parte dos documentos divulgados nesta segunda-feira são sobre ameaças de morte e tentativas de extorsão contra o democrata de Massachusetts. Há pouco informação nos arquivos sobre o incidente de Chappaquiddick, em 1969, em que uma jovem se afogou após Kennedy ter caído com seu carro de uma ponte.

Os documentos divulgados também fazem referência a rumores de um plano da máfia para comprometê-lo, envolvendo a atriz Marilyn Monroe, além das relações de seu pai, Joseph Kennedy, com o FBI.

*Com AP, The New York Times e AFP

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