FBI investiga se Stanford lavou dinheiro para traficantes mexicanos

Washington, 19 fev (EFE).- O FBI (polícia federal americana) investiga o milionário texano Robert Allen Stanford por possíveis operações de lavagem de dinheiro para o Cartel do Golfo do México, informou hoje a rede de TV ABC.

EFE |

Segundo esta fonte, a Polícia mexicana tem em seu poder um dos aviões de Stanford, no qual encontrou cheques aparentemente vinculados a este grupo criminoso.

Todos os negócios de Stanford estão congelados por ordem judicial, após a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sua sigla em inglês) o acusar de dirigir uma série de investimentos fraudulentos por meio do qual captou US$ 8 bilhões com a promessa de alta rentabilidade.

Segundo a emissora "ABC", que citou fontes governamentais anônimas, a SEC tinha preparado o caso contra Stanford há algum tempo, mas não tomou medidas a pedido do FBI, que realizava uma operação encoberta para descobrir seus possíveis vínculos com o narcotráfico.

No entanto, nesta semana o milionário texano movimentou grandes somas de dinheiro de suas contas, o que precipitou a ação da SEC, afirma a emissora.

Segundo a imprensa americana, Stanford ordenou a retirada de mais de US$ 170 milhões.

Dois ex-funcionários do acusado apresentaram uma demanda na qual revelam a fraude financeira realizada por Stanford, informou também a ABC.

Agentes do FBI ocuparam seus escritórios em Houston (Texas) na última terça, enquanto apresentava as acusações contra ele diante do juiz Reed O'Connor. Porém, Stanford está em paradeiro desconhecido.

Enquanto isto, os clientes de suas entidades financeiras na América Latina fazem fila para tirar seu dinheiro.

O escândalo atingiu também o Congresso dos EUA, pois Stanford deu US$ 8 milhões em doações eleitorais para políticos, que agora se apressam a devolvê-los ou doá-los para instituições de caridade, informa a "ABC".

Entre os beneficiados estão John McCain, o candidato republicano nas últimas eleições presidenciais americanas, e os senadores democratas Christopher Dodd e Charles Schumer. EFE cma/fal

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