FBI encontra empresário acusado de fraude bilionária

Agentes do FBI, a polícia federal americana, encontraram nesta quinta-feira o empresário texano Allen Stanford e o notificaram sobre a acusação de fraude de cerca de US$ 8 bilhões feita contra ele pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês).

BBC Brasil |

O empresário, de quem não se sabia o paradeiro desde a última terça-feira (quando as investigações sobre a possível fraude foram anunciadas), foi localizado na cidade de Fredericksburg, no Estado da Virgínia, segundo a rede de TV norte-americana ABC News. Por estar sendo investigado apenas no âmbito civil, e não no criminal, ele não foi preso pelos agentes nem ficou sob a custódia do Estado.

Segundo o repórter da BBC em Washington, Richard Lester, o procedimento de notificação era necessário para que Stanford entregasse seu passaporte às autoridades (o que o impede de deixar o país) e ficasse ciente das acusações contra ele.

Citando um dos lobistas do empresário, Ben Barnes, a rede ABC News afirmou que Stanford entregou seu passaporte às autoridades e teria dito que "não fugiria". O lobista ainda disse que Stanford está "muito deprimido" com as acusações.

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos acusou na última terça-feira o empresário texano de uma fraude bilionária envolvendo a comercialização de certificados de depósitos de alta rentabilidade que prometiam enormes retornos aos clientes.

Entre as companhias acusadas de participar da fraude estão a Stanford International Bank, com sede na ilha caribenha de Antígua, a Stanford Group Co., baseada em Houston, nos EUA, e a consultoria Stanford Capital Management, que tiveram parte de seus ativos congelados.

Além disso, o grupo Stanford possui vários negócios na América Latina, o que fez com que muitos acionistas ficassem preocupados e levou alguns governos a tomarem medidas contra filiais da companhia.

Nesta quinta-feira, o ministro de Economia da Venezuela, Alí Rodríguez Araque, anunciou a intervenção do governo no banco Stanford Bank Venezuela para proteger os ativos em bolívares (moeda local) dos correntistas venezuelanos.

Rodríguez Araque afirmou que o sistema bancário nacional é seguro e pediu "tranquilidade" aos venezuelanos, ao reiterar que a sucursal do Stanford Bank na Venezuela é independente dos bancos do grupo no Caribe e nos Estados Unidos.

"Nesse momento estamos indagando que repercussão terá o acontecimento com a instituição no exterior, ao mesmo tempo em que solicitamos às autoridades americanas informação sobre a situação real", afirmou o ministro em uma entrevista coletiva em Caracas.

Na última quarta-feira, correntista correram aos bancos afiliados ao grupo Stanford em países como Venezuela, Antígua e Barbuda, México, Peru e Equador para tentar recuperar seus ativos investidos.

Autoridades peruanas também suspenderam as operações do Stanford Financial Group no país por 30 dias.

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