FBI diz que novo incidente em voo Amsterdã-Detroit não representa ameaça

DETROIT - Autoridades norte-americanas afirmaram que o incidente no voo 253 da Northwest Airlines, ocorrido neste domingo, não foi sério. Um passageiro foi preso por causar distúrbios durante o percurso entre Amsterdã e Detroit, a mesma rota que foi alvo de um atentado terrorista frustrado na sexta-feira.

iG São Paulo |

AP
Aeronave é vista após o pouso no aeroporto de Detroit

Aeronave é vista após o pouso no aeroporto de Detroit

Segundo comunicado do FBI, a polícia federal americana, agentes de segurança no aeroporto de Detroit, no estado de Michigan, responderam a um alerta lançado pelo piloto do avião, pouco antes de pousar. "Um passageiro havia passado um longo tempo no banheiro, o que levantou preocupações", explicou o texto.

A Força de Combate ao Terrorismo analisou o caso "e a investigação mostrou que o incidente não foi sério", destacou o comunicado escrito por Sandra Berchtold, que trabalha em Detroit para o FBI. "Está tudo certo até aqui", disse ela.

Um oficial ouvido pela agência Associated Press afirmou que, após interrogatório, os investigadores constataram que o homem, um empresário, apenas tinha se sentido mal durante o voo.

Segundo Susan Elliott, porta-voz da Delta Air Lines, operadora da Northwest, os outros 255 passageiros deixaram o avião sem incidentes. A aeronave pousou com segurança e foi levada para um "local seguro" em Detroit.

Na sexta-feira, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, foi preso por tentar explodir um avião em pleno ar quando a aeronave se preparava para pousar. Ele foi rendido por alguns dos 278 passageiros e 11 tripulantes do voo 253 da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit.

Embora frustrada, a suposta tentativa de explodir o avião na sexta-feira levou a uma intensificação das medidas de segurança nos aeroportos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou que seja feita uma revisão das medidas de segurança aérea no país, incluindo um sistema de listas de suspeitos usado pelas autoridades americanas para categorizar indivíduos progressivamente segundo o que elas acreditam ser seu potencial de perigo.

Abdulmutallab já estava em uma lista de pessoas a serem "observadas" por alerta de seu próprio pai, um proeminente banqueiro nigeriano. Ele embarcou no voo com um artefato produzido com um poderoso explosivo, o tetranitrato de pentaeritritol - ou simplesmente PETN -, com o qual um homem tentou explodir um voo transatlântico em 2001.

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, disse que não existem indícios relacionando Abdulmutallab a qualquer plano terrorista "mais amplo".

Com AP, EFE e BBC

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