FBI aprimora técnicas de identificação de suspeitos de crimes

Washington, 26 jan (EFE).- O FBI (Polícia federal americana) prepara uma nova geração de sistemas de identificação que permitirão ao órgão não só melhorar a precisão na hora de tirar as impressões digitais, como também arquivar outros dados como a íris, ferimentos, cicatrizes e tatuagens.

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Todos estes dados estarão à disposição do FBI em uma grande base de dados que melhora o atual Sistema de Identificação de Impressões Digitais Automático (IAFIS).

O novo sistema de identificação será "maior, mais rápido e melhor" que o IAFIS, afirmou em comunicado o subdiretor de Justiça Penal da Divisão de Serviços de Informação do FBI, Tom Bush.

Será maior porque aumentará a capacidade de armazenamento de impressões digitais, e mais registros da biometria dos indivíduos, como a palma das mãos completa e o escaneamento da íris, afirmou.

Além disso, a nova ferramenta poderá armazenar outros dados, como a voz ou a forma de andar, conforme forem melhorando as técnicas de medição e for atestada sua confiabilidade.

Bush destacou a rapidez como outra das grandes vantagens do sistema, já que, nos casos de alta prioridade, as informações estarão disponíveis em um intervalo de dez minutos a duas horas.

Também haverá uma categoria especial, nas quais estarão as pessoas consideradas "especialmente perigosas", com os registros de terroristas conhecidos ou suspeitos, pessoas procuradas pela Polícia, e como agressores sexuais.

Estes registros poderão ser consultados rapidamente para ajudar as forças de segurança, assim como o Exército americano onde houver missões internacionais, como no Iraque e Afeganistão.

A eficácia deste sistema, que ainda está sendo desenvolvido, melhorará a precisão dos dados biométricos. Além disso, está sendo elaborada uma função para que os registros sejam compatíveis com os de alguns países aliados.

O FBI destaca que a ferramenta "não ameaça a privacidade individual".

No entanto, como requer qualquer outro sistema federal, seus cientistas estão avaliando que impacto pode ter a coleta destes novos dados sobre a privacidade.

Além disso, elaborarão normas para determinar como utilizar essa informação, como compartilhá-la entre as diferentes agências, que pessoal terá acesso e como será mantida segura e protegida. EFE elv/db

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