Favoritos votam em eleição presidencial da Colômbia

Candidato governista, Juan Manuel Santos, e opositor Antanas Mockus, estão tecnicamente empatados, segundo as pesquisas

iG São Paulo |

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Candidato presidencial colombiano Antanas Mockus, do Partido Verde, segura cédula antes de votar em Bogotá
O favoritos na disputa pela Presidência da Colômbia, o candidato independente Antanas Mockus , que concorre pelo Partido Verde, e o governista Juan Manuel Santos , do Partido de La U, depositaram neste domingo seus votos na eleição que definirá quem será o sucessor de Álvaro Uribe. Segundo as pesquisas, os dois candidatos estão tecnicamente empatados, havendo grandes chances de a disputa só ser definida no segundo turno, em 20 de junho.

Ao comparecer à seção eleitoral acompanhado da mulher, das duas filhas e dos também ex-prefeitos Lucho Garzón e Enrique Peñalosa, colaboradores próximos, Mockus, ex-prefeito de Bogotá, pediu aos eleitores que votem "com responsabilidade" para escolher "o melhor" .

Ao chegar para votar, Mockus demorou 15 minutos apenas para chegar até a urna, dada a grande aglomeração de eleitores que o recebeu com aplausos. "Convido vocês a que ponham seu voto hoje a serviço da pátria, que votem em função do que há de mais fundamental em sua vida", afirmou Mockus, vestido com chinelos e camisa verde, a cor de seu partido.

Depois de depositar seu voto num colégio eleitoral do norte de Bogotá, Juan Manuel Santos afirmou que acatará a vontade do povo. "Que se cumpra a vontade de Deus e a vontade do povo. O que o povo colombiano resolver, acatarei, e peço a deus que me dê prudência, fortaleza, justiça e temperança se sairmos favorecidos", afirmou Santos.

Antes de Mockus e Santos, quem depositou seu voto foi o presidente Uribe, que pediu que a população vote com consciência e reconheça a "dignidade da pátria". "Compatriotas, o voto consciente é o reconhecimento da dignidade da pátria", disse Uribe após depositar sua cédula na urna em Bogotá.

Votação

Quase 30 milhões de colombianos estão convocados às urnas para escolher o sucessor de Uribe. As urnas serão fechadas às 16h (18h, Brasília). Espera-se que o índice de abstenção seja inferior à média de 50% registrada nas eleições anteriores. Os resultados serão divulgados a partir das 20h (22h em Brasília).

Se nenhum dos nove candidatos conseguir, como parece, a metade mais um dos votos, os eleitores terão de voltar às urnas em três semanas para um segundo e definitivo turno. O novo presidente iniciará seu mandato em 7 de agosto.

Além de Mochus e Santos, também concorrem nas eleições deste domingo outros sete candidatos: Robinson Devia, do Movimento A Voz da Consciência; Rafael Pardo, do Partido Liberal; Jaime Araújo, da Aliança Social Afrocolombiana; Jairo Enrique Calderón, da Abertura Liberal; Gustavo Petro, do Polo Democrático Alternativo; Germán Vargas, da Mudança Radical; e Noemí Sanín, do Partido Conservador.

A votação ocorre em meio a grandes medidas de segurança, com as Forças Militares e a Polícia Nacional em alerta máximo em todo o país, com o desdobramento de mais de 350 mil soldados que buscam resistir a qualquer tentativa de atentado por parte das guerrilhas. "Esperamos ter as eleições presidenciais mais tranquilas dos últimos 30 anos", disse o ministro da Defesa, Gabriel Silva.

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Candidato presidencial colombiano Juan Manuel Santos, do Partido de La U, antes de votar em Bogotá
Promessas de campanha

Santos e Mockus prometeram dar continuidade à política de segurança de Uribe, atacar o desemprego de 12%, um dos mais altos da América Latina, reduzir o déficit fiscal de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e promover reformas sociais.

O candidato governista representa a continuidade do governo Uribe – que modificou a Constituição para candidatar-se à reeleição imediata, a primeira na história democrática do país – e conta com o apoio da máquina do Estado. Santos disse que pretende ser recordado como o presidente “que deu trabalho aos colombianos”.

Em meio a escândalos de corrupção e de envolvimento de políticos com paramilitares, Mockus se apresenta como o candidato que governará na legalidade e combaterá a corrupção. É o preferido dos jovens eleitores jovens e o favorito nos grandes centros urbanos.

“Há um esgotamento do projeto uribista para uma terça parte da população que é abertamente favorável a outro candidato, e outra terça parte continua leal ao presidente e tende a votar pelo candidato do governo. O percentual restante é que decidirá as eleições", acrescentou.

Uribe entregará a seu sucessor um país mais seguro que há oitos anos, porém com 20 milhões de pobres, em uma população de 44 milhões, com 3,5 milhões de pessoas vítimas de deslocamento forçado em consequência do conflito armado e com uma crise de credibilidade institucional.

*Com EFE, AFP, BBC e Reuters

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