Fatah reitera que acordo de paz com Israel deve conter assuntos-chave

Ramala, 3 set (EFE).- Um porta-voz do movimento nacionalista Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, reiterou hoje que qualquer acordo de paz com Israel deve reunir todas as questões fundamentais relativas ao estatuto definitivo.

EFE |

"A liderança palestina rejeita adiar ou atrasar qualquer questão relativa a uma solução final", disse hoje o porta-voz Ahmed Abdel Rahman, também assessor de Abbas.

Abdel Rahman acrescentou que qualquer "acordo político deve reunir todas as questões da negociação, principalmente Jerusalém e os refugiados".

As declarações do porta-voz do Fatah ocorrem depois que, esta semana, vazou a informação de que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, pretendia convencer Abbas da conveniência de assinar um acordo de princípios, em vez de um documento final.

Israel e a ANP retomaram as negociações de paz após a conferência em Annapolis (EUA), em novembro do ano passado, destinadas a colocar fim ao conflito e à criação de um Estado palestino independente.

A meta fixada nessa conferência foi a de redobrar os esforços para conseguir um acordo antes do fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro de 2009.

Abdel Rahman insistiu em que a ANP não assinará nenhum documento que não garanta que a parte leste de Jerusalém será a capital do futuro Estado palestino.

"Não renunciaremos a Jerusalém Oriental", disse.

Segundo informações publicadas pela imprensa local israelense, Olmert tentar definir com os palestinos um documento-marco que deixe para última instância assuntos como Jerusalém, antes de deixar o cargo, em breve, devido a um escândalo de corrupção.

Enquanto isso, Israel continua a expansão de assentamentos na parte leste da cidade santa, assim como na Cisjordânia, o é um dos maiores golpes às negociações e um obstáculo para a realização e viabilidade do futuro Estado palestino.

O assessor de Abbas advertiu que os palestinos declararão de forma unilateral seu Estado, se Israel "continuar suas políticas que transgridem o processo de paz", e acusou o atual Governo israelense de não estar preparado para conseguir um acordo este ano. EFE sar/an

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