Fatah pede reconciliação com Hamas para evitar ofensiva em Gaza

Grupo nacionalista diz querer evitar novo conflito como o ocorrido entre 2008 e 2009 na região

EFE |

O movimento nacionalista Fatah pediu nesta segunda-feira ao rival Hamas uma reconciliação para evitar uma nova ofensiva de Israel em Gaza, como a que entre 2008 e 2009 terminou com a morte de 1,4 mil palestinos. "A necessidade de reconciliação é mais urgente e importante, especialmente devido às ameaças israelenses de lançar uma nova guerra na faixa", disse o negociador-chefe palestino e membro do Comitê Central do Fatah, Saeb Erekat, em entrevista à rádio pública "A voz da Palestina".

O diplomata fez as declarações no segundo aniversário da ofensiva "Chumbo Fundido", que Israel desencadeou em 2008 como resposta ao lançamento de foguetes e bombas por parte das milícias islamitas da faixa, que buscavam com isso forçar a anulação do bloqueio a esse território.

Além das mortes, metade delas de civis, a operação militar israelense deixou uma destruição em massa da qual Gaza ainda não se recuperou. Treze israelenses morreram durante o conflito, no qual a comunidade internacional, por meio de um relatório do juiz Richard Goldstone, nomeado pela ONU, acusou tanto Israel como o Hamas de terem violado o direito internacional de guerra e cometido possíveis crimes contra a humanidade.

Controlada pelo Hamas desde 2007, quando esse movimento se rebelou contra a autoridade do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a Faixa de Gaza viu nos últimos meses um levantamento parcial do bloqueio comercial, mas ainda segue fechada tanto por Israel como pelo Egito.

Nos últimos dez dias, os lançamentos de foguetes por parte das milícias islamitas e os bombardeios israelenses aumentaram, até gerar uma escalada da violência e das ameaças mútuas. Em entrevista coletiva em Gaza, o porta-voz do grupo armado do Hamas, Abu Obeid, alertou Israel de "estar brincando com fogo", e que seus "homens lutarão ferozmente se for iniciada uma nova guerra".

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