A Autoridade Palestina ordenou o fechamento dos escritórios da rede de TV Al-Jazeera na Cisjordânia, alegando que a rede faz uma cobertura desequilibrada das questões políticas domésticas palestinas.

O governo palestino, nas mãos do partido Fatah, acusa a emissora do Catar de privilegiar a visão de seus rivais políticos, do Hamas. A correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler disse que as relações entre o Fatah e a Al-Jazeera azedaram "há algum tempo".

Entretanto, ela acrescentou, os desentendimentos pioraram na terça-feira, quando o canal veiculou um programa no qual um crítico do atual presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, acusou-o de envolvimento no assassinato de seu antecessor, Yasser Arafat, em 2004.

As acusações de Farouk Kaddoumi, membro-fundador da Organização para Libertação da Palestina, levaram o governo a realizar uma reunião de emergência para discutir o assunto. A decisão da Autoridade Palestina durará até que a Justiça se pronuncie sobre o caso.

A rede Al-Jazeera se disse "surpresa" com a decisão e afirmou que suas reportagens tratam de política palestina com neutralidade. Da Faixa de Gaza, o Hamas, rival do Fatah, também criticou o fechamento da Al-Jazeera.

A Associação de Imprensa Estrangeira, com sede em Jerusalém, expressou "preocupação profunda" com o anúncio e pediu ao governo que "reconsidere" a medida como um "compromisso com a liberdade de imprensa".

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