Fatah e Hamas retomam sexta rodada de diálogo no Egito

Cairo, 28 jun (EFE).- Representantes das facções rivais palestinas Fatah e Hamas se reuniram hoje no Cairo, capital do Egito, iniciando a sexta rodada de negociações para conseguir uma reconciliação.

EFE |

Segundo explicações de uma fonte palestina no Cairo à Agência Efe, este encontro teve como enfoque as detenções políticas e o trabalho da comissão mista.

Este grupo, formado na última rodada, fracassou na missão de pôr fim às detenções por parte de ambos os lados e propiciar um ambiente de menos tensão nos territórios ocupados.

A agência oficial de notícias egípcia "Mena" disse que a delegação do Fatah é chefiada por Ahmed Qorei, membro do comitê central do grupo, enquanto a do Hamas tem seu número dois, Moussa Abu Marzuk, à frente.

A fonte palestina, que citou um dos membros da delegação do Hamas no Egito, apontou que outro dos empecilhos para se chegar a um acordo de reconciliação é a lei eleitoral.

Enquanto o Hamas propõe que a porcentagem mínima de votos para que uma legenda esteja representada no Conselho Legislativo (Parlamento palestino) seja de 8%, o Fatah e outras facções defendem 1,5%.

Segundo a fonte, atualmente está sendo estudada uma fórmula intermediária, pela qual 3% dos votos seriam necessários para ter representação na Câmara.

Outro dos pontos de atrito entre o grupo nacionalista e o islamita é a criação de uma força de segurança responsável por manter a ordem em Gaza, controlada pelo Hamas, até a realização de eleições e a eleição de um novo Governo.

O Hamas sugere a criação de uma tropa mista, com 150 membros de cada facção, para controlar as passagens da faixa, enquanto o interior de Gaza estaria vigiado por suas forças de segurança.

Já o Fatah e o Egito querem uma força conjunta composta por cerca de dez mil soldados, que atuaria em ambas as partes.

Sobre a data máxima estabelecida pelo Egito para um acordo de reconciliação, um dos ajudantes do mediador Omar Suleiman, chefe do serviço secreto egípcio, reiterou durante as reuniões que o último prazo é o próximo dia 7, e que seu país quer chegar a um consenso.

A fonte disse que ainda não se sabe a duração da atual rodada de negociações.

Em declarações à rede de televisão catariana "Al Jazira", um dos dirigentes do Hamas presentes no Cairo, Mahmoud Zahar, advertiu que "o assunto da reconciliação não será solucionado até que se resolva o assunto das detenções políticas." Zahar afirmou que, para alcançar qualquer acordo proposto na mesa de negociações, é preciso libertar todos os presos do Hamas, detidos em prisões da Cisjordânia.

Na última quarta, o Hamas denunciava a detenção de uma centena de seus membros na Cisjordânia pelas forças de segurança leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, líder do Fatah. EFE aj/dp

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