Gaza, 23 jul (EFE).- O movimento nacionalista palestino Fatah e o islâmico Hamas decidiram manter a data das eleições presidenciais, previstas para 25 de janeiro de 2010, anunciou hoje um político independente.

Yasser al-Wadeya, atualmente no Cairo, disse ao jornal saudita "Al-Hayat", editado em Londres, que existe um consenso na data da convocação do pleito no próximo ano, assim como um acordo entre os dois grandes grupos políticos para não adiar a realização sob nenhuma circunstância.

Este político palestino disse que manteve conversas com importantes assessores do chefe da inteligência egípcia, general Omar Suleiman, na capital egípcia, que se prepara para um encontro de todas as facções em 25 de agosto.

Nos últimos dias, o movimento islâmico colocou sete condições para a realização do pleito, entre elas o fim do bloqueio israelense e a libertação de todos os presos políticos do grupo na Cisjordânia.

"Líderes de todas as facções palestinas se reunirão no Cairo em 25 de agosto para a última rodada de diálogo, que terminará com a assinatura de um acordo de reconciliação", disse Wadeya.

Sobre isso, disse que funcionários da segurança egípcia transmitiram que Cairo quer primeiro fechar a questão das detenções políticas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, pelos Governos da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e do Hamas, respectivamente.

Wadeya acrescentou que, entre os planos previstos para reconciliar posições, está a mobilização de forças de segurança conjuntas, que começaria com 3 mil agentes em Gaza e que gradualmente aumentaria para 15 mil até a realização de eleições.

No entanto, "o Fatah quer que as forças incluam 30 mil efetivos", disse.

Ressaltou que as partes em conflito ainda diferem sobre a formação de um comitê misto para a coordenação entre o Governo do Hamas em Gaza e o leal ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia.

O político independente acrescentou que o chefe da inteligência egípcia viajará em breve aos EUA para analisar a situação em que se encontra o diálogo interpalestino.

"Suleiman tentará convencer os funcionários americanos a que se envolvam para pôr fim à crise entre facções palestinas e a um acordo para conseguir a libertação do soldado israelense Gilad Shalit (capturado pelas milícias em Gaza), e que acabe com o bloqueio que Israel impõe a Gaza", concluiu Wadeya. EFE sar-db/an

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