Fatah e Hamas decidem acabar com prisões políticas em Gaza e Cisjordânia

Gaza - O Fatah e o Hamas decidiram neste domingo pôr um fim às prisões políticas de membros das facções rivais, em seus respectivos territórios, nas primeiras conversas diretas de representantes dos grupos em dois anos.

EFE |

Delegações do partido nacionalista laico Fatah e do movimento islamita Hamas se reuniram esta tarde em Ramala, na Cisjordânia e na capital Gaza para discutirem sobre a reconciliação nacional que os grupos debatem, com mediação egípcia, desde o início do ano.

"Os dois comitês concordaram em acabar com a violência e pôr fim às prisões políticas", declarou no final do encontro o líder da comissão do Fatah, Ibrahim Abu Naj, a jornalistas.

Segundo Naj, os dois movimentos "concordaram em trocar as listas com os nomes de presos políticos em Gaza e na Cisjordânia e ter, na próxima semana, outro encontro para estudar as possibilidades e ver quais presos podem que ser libertados imediatamente".

Ayman Taha, porta-voz do Hamas, assegurou que "o encontro de hoje é uma preparação para um acordo de reconciliação antes do dia 7 de julho", data limite fixada por Cairo, e acrescentou que as duas reuniões "foram positivas" e que os grupos esperam "conseguir mais progressos nos próximos encontros".

Estas são as primeiras reuniões de representantes dos dois grupos sem algum tipo de mediação e coincidem com o segundo aniversário da tomada de poder do Hamas em Gaza, que marcou a ruptura de relações entre as duas forças políticas palestinas mais importantes.

Além de discutirem sobre as prisões e a possível libertação de presos políticos, os denominados Comitês de Reconciliação analisaram também os últimos enfrentamentos entre seguidores das facções registrados na Cisjordânia, assim como fórmulas práticas para avançar na reconciliação nacional.

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