Fatah e Hamas criam comissão para resolver prisões políticas

Cairo, 29 jun (EFE).- As facções rivais palestinas Fatah e Hamas fecharam um acordo hoje para criar uma comissão especial para solucionar o problema dos prisioneiros de ambos os grupos, informou uma fonte palestina no Cairo, à Agência Efe.

EFE |

Segundo a fonte, houve "um pequeno avanço" nas conversas de hoje entre o Fatah e o Hamas, já que os grupos concordaram em formar um comitê que se dedique somente a tratar o tema dos presos políticos.

O Fatah e o Hamas continuaram as reuniões da sexta rodada do diálogo interpalestino, iniciada ontem no Cairo e mediada pelo Egito.

A nova comissão sobre os presos tem como objetivo desvincular esse assunto das negociações para chegar a um consenso sobre a lei eleitoral, a reestruturação das forças de segurança e a formação de um novo Governo palestino.

O membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Zakaria al-Aga, membro da delegação do Fatah, se mostrou favorável a uma solução ao problema das detenções.

Em declarações à agência de notícias oficial egípcia "Mena" al-Aga disse que o fim desse obstáculo "propiciará o ambiente para que as duas delegações possam resolver os problemas pendentes".

O integrante do Escritório Político do Hamas, Ezat el Rechq, disse à emissora "Al Jazira", que a solução para o problema é essencial para alcançar uma reconciliação.

"Qualquer obstáculo para uma solução para esse tema, é obstáculo para a reconciliação", afirmou o dirigente do Hamas, na capital egípcia.

O chefe dos deputados do Fatah no Parlamento palestino, Azam al-Ahmed, assegurou que esse assunto será resolvido quando a divisão interpalestina tiver um fim.

Sobre a possibilidade de alcançar a reconciliação antes do dia 7 de julho - data limite imposta pelo mediador egípcio -, al-Ahmed se mostrou otimista depois da reunião de hoje com o Hamas e opinou que um pacto pode ser alcançado até esse dia.

O chefe dos serviços secretos egípcios, general Omar Suleiman, que exerce papel mediador entre os palestinos, insistiu que um acordo deve ser alcançado para que "a causa palestina possa enfrentar seus desafios, para que o levantamento do bloqueio (israelense) sobre Gaza seja possível e para que o processo político seja relançado", segundo a "Mena".

Além disso, o mediador egípcio escutou a postura das duas facções sobre os problemas pendentes, como as detenções políticas, a lei eleitoral, a reestruturação das forças de segurança e a formação de um novo Governo palestino. EFE aj/pd

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