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Fatah aprova direito a resistir a ocupação por todos os meios

Belém (Cisjordânia), 9 ago (EFE).- O Congresso do Fatah aprovou esta madrugada uma cláusula em seu programa político que reconhece o direito dos palestinos a resistir a ocupação israelense por todos os meios possíveis.

EFE |

"Embora nos aferremos a conseguir uma paz justa e continuarmos buscando-a, não renunciamos a nenhuma outra de nossas escolhas.

Achamos que a resistência, com todos os meios possíveis, é um direito legal das nações ocupadas para enfrentar seus ocupantes", assinala o texto.

Um destacado dirigente explicou que a cláusula recebeu o "sim" da arrasadora maioria de delegados na conferência, iniciada na terça-feira passada na cidade cisjordaniana de Belém e que ontem renovou por aclamação a frente do partido ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

O texto apresenta a Fatah como um Movimento de Libertação Nacional que procura acabar com a ocupação israelense e conseguir um Estado palestino independente.

Além disso, ressalta que o movimento criado há quatro décadas por Yasser Arafat mantém seu "principal conflito" com "a ocupação israelense".

"Outros conflitos menores são ainda considerados secundários e podem ser resolvidos mediante o diálogo", acrescenta em referência ao confronto com a outra facção palestina mais importante, o Hamas.

No entanto, a cláusula continua com uma defesa do direito ao uso de "todos os meios possíveis para defender a união nacional, a legitimidade palestina e a decisão independente palestina".

A conferência de Belém, cujo encerramento - inicialmente previsto para quinta-feira passada - foi prorrogado por diferenças entre os delegados, deve votar hoje a renovação dos principais órgãos diretores do Fatah: o Comitê Central, que tem 21 membros, e o Conselho Revolucionário, de 120.

Dois pesos pesados, o ex-primeiro-ministro e atual chefe da equipe negociadora palestina, Ahmed Qorei, e o antigo "homem forte" em Gaza Mohammed Dahlan, disputam o controle dos órgãos de decisão.

Fuontes próximas ao congresso precisaram que não se esperam grandes surpresas na consulta, na qual aparecem como favoritas as candidaturas que apoiam a atual liderança.

Vários analistas apontam, no entanto, para que a "nova guarda" do Fatah será feita com a metade dos assentos no Comitê Central.

Pela primeira vez, haverá um candidato judeu, Uri Davis, ao Conselho Revolucionário, informou ontem a agência palestina "Maan".

EFE nm-sar-ap/ma

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