Fatah al-Islam acusa Síria de matar ou capturar seu líder

Cairo, 10 dez (EFE).- O grupo radical islâmico Fatah al-Islam, que enfrentou o Exército libanês no ano passado e que é acusado de vários atentados no país, acusou a Síria de ter matado ou capturado o líder da organização, Shaker al-Absi.

EFE |

Em nota supostamente publicada no domingo passado pelo grupo e sobre a qual informou hoje o canal de televisão saudita "Al Arabiya", o grupo também anunciou a nomeação de um novo dirigente, Abu Mohamad Awad.

A emissora árabe afirmou que o comunicado chegou à imprensa graças ao SITE Intelligence Group, organização que controla as atividades dos grupos radicais.

Segundo o Fatah al-Islam, Absi foi transferiu à Síria no final do ano passado, apenas dois meses depois de o Exército libanês conseguir controlar o campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, que fica em Trípoli, no norte do Líbano.

Neste campo, milicianos da organização radical enfrentaram as tropas libanesas entre maio e setembro de 2007.

A nota afirma que Absi, assim como outros dois milicianos, sofreram recentemente uma emboscada de membros da inteligência síria.

"Até agora, não temos informação sobre Absi e seus dois acompanhantes, se eles se transformaram em mártires (morreram) ou foram capturados, mas perdemos o contato com eles e achamos que estão mortos", detalhou o grupo, no comunicado.

O Fatah al-Islam explicou que, três dias depois do desaparecimento, "o conselho decidiu nomear o irmão Abu Mohamad Awad como sucessor de Absi".

Além disso, advertiu que, em breve, haverá novos atentados, acrescentando que, "com a ausência de Absi, começa um novo período.

A organização começou a se fortalecer e a se estender pela Síria, Líbano" e territórios palestinos.

O Fatah al-Islam foi relacionado várias vezes com a Al Qaeda e Osama bin Laden, e foi acusado de vários atentados cometidos nos últimos meses em solo libanês. EFE nq-ju/an

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