Cairo, 23 set (EFE) - O grupo nacionalista palestino Fatah, dirigido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mostrou hoje no Cairo esperança em que a crise interpalestina possa ser resolvida o mais rápido possível. A afirmação foi feita pelo chefe da equipe negociadora deste grupo palestino, Nabil Shaath, depois de se reunir hoje em um hotel do Cairo com o principal responsável dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman, que atua como mediador entre as facções palestinas. Shaath, em entrevista coletiva concedida no hotel, disse que, até o momento, todos os grupos que se reuniram com Suleiman aceitaram a iniciativa egípcia para iniciar um diálogo nacional interpalestino, previsto para início de outubro. No entanto, destacou que o grupo islâmico Hamas, principal rival do Fatah e que controla totalmente a Faixa de Gaza, não se reunirá com Suleiman até 8 de outubro. A reunião foi importante e positiva. Estamos totalmente de acordo com o Egito e sua iniciativa, disse Shaath, que insistiu em que qualquer solução palestina deve contar com o apoio dos países da Liga Árabe.

Além disso, ressaltou que "a delegação está satisfeita por tudo o que foi feito", e se mostrou esperançoso de que tudo "termine bem e no menor tempo possível".

No entanto, o representante do Fatah lembrou que a principal dificuldade para conseguir o diálogo é a "falta de confiança" entre as diferentes facções, assim como "o sentimento de frustração" pelo fracasso de todas as iniciativas anteriores para promover a reconciliação palestina.

Saath explicou que a iniciativa egípcia contempla o começo de um diálogo entre os palestinos, a formação de um Governo de união nacional e a reconstrução dos organismos civis e de segurança sobre a base de um acordo nacional e dos acordos interpalestinos assinados anteriormente.

A iniciativa proposta pelo Egito também inclui a criação de dois órgãos executivos para a aplicação dos acordos, um palestino e um árabe, dos quais Cairo participará.

Também explicou que, graças à mediação egípcia, que teve início em setembro, estão sendo formadas as bases sobre as quais as conversas ocorrerão.

Finalmente, renovou seu apelo ao diálogo e ao acordo para pôr fim ao sofrimento do povo palestino. EFE jfu/db

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