Fashion Rio começa com ausência da modelo Gisele Bündchen

Rio de Janeiro, 7 jun (EFE).- A 13ª edição do Fashion Rio, a semana de moda carioca, começou hoje a mostrar as propostas brasileiras para a primavera-verão 2008-2009, marcada pela ausência da modelo Gisele Bündchen.

EFE |

Apesar do desfile de um grande número de modelos internacionais, a ausência de Bündchen - símbolo da moda brasileira - após três anos de participações, roubou a cena do evento, cujo lema "Repensar, reciclar, renovar" pretende dar ênfase à responsabilidade ambiental.

Por outro lado, a modelo brasileira desfilará na São Paulo Fashion Week no próximo dia 22 de junho para a Colcci, firma que participou da última semana da moda carioca, mas que agora preferiu a paulista.

Além dos tradicionais desfiles, o Fashion Rio, como é conhecido o evento do qual participam 57 marcas, contará com atividades paralelas como exposições e uma bolsa do mercado da moda que espera faturar R$ 435 milhões.

O custo total do Fashion Rio chega a R$ 8 milhões, segundo destacaram os organizadores em entrevista coletiva, presidida pela escritora e apresentadora de televisão Fernanda Young.

Fernanda destacou o estilo carioca como o que "melhor traduz a idéia do estilo de todas as pessoas que vivem em cidades com água" em qualquer parte do mundo.

Uma das principais organizadoras do evento desde sua primeira edição em 1992, Eloysa Simão, destacou a importância do Fashion Rio, já que a cidade é "o principal cartão de visita do país e subvalorizá-la-la é desprezar o Brasil".

Ela também destacou que a moda é uma questão de "atitude e de mudança de atitude", por isso que convida as pessoas a "buscar a renovação com fórmulas que fujam do previsível, tanto na moda como na conservação do planeta", temática inspiradora desta edição.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Aguinaldo Diniz Filho, avaliou o papel do Fashion Rio como "vitrine" do setor, que segundo ele, emprega mais de 1,6 milhão de pessoas e possui 30.000 empresas em todo o Brasil (sexto maior parque têxtil do mundo).

O diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ), Sergio Malta, ressaltou que o Fashion Rio "se aperfeiçoa e cresce cada ano".

Nesta edição, a tecnologia da reciclagem e a conservação ambiental saltaram às passarelas.

Para a instalação do evento foram usados materiais "ecologicamente corretos", entre eles 25 toneladas de uma madeira especial fabricada com bilhetes velhos, fibra de coco, restos de café e da indústria têxtil, segundo explicaram os organizadores.

Os desfiles e as diferentes atividades, que serão organizadas até a próxima sexta-feira, pretendem a reflexão sobre o que fazer com a grande quantidade de lixo que o mundo produz hoje em dia. EFE jrt/ma

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