Farmacêuticas se comprometem com ONU a aumentar acesso a tratamentos de aids

Nações Unidas, 9 out (EFE) - Os responsáveis de 17 das maiores companhias farmacêuticas do mundo acertaram hoje em reunião com a ONU intensificar os esforços para aumentar o acesso à prevenção e ao tratamento do HIV/aids nos países em desenvolvimento. Todos os presentes concordam que aumentar o acesso às vacinas, diagnóstico e remédios é essencial para aumentar os esforços de prevenção e tratamento, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em declaração divulgada após o encontro. A reunião serviu para avaliar o progresso alcançado nesta matéria desde o diálogo de alto nível que, em julho de 2006, estreitou a colaboração entre o setor e as Nações Unidas. Entre os executivos que participaram da reunião de hoje na sede da ONU se encontravam representantes de gigantes farmacêuticas como Abbott, GlaxoSmithKline, Pfizer, Johnson and Johnson e Merck. O secretário-geral do organismo internacional destacou que há dois anos foram alcançados grandes avanços na luta contra a epidemia nos países de baixa e média renda, nos quais aumentou a disponibilidade de métodos de diagnóstico e tratamento. Isso permitiu aumentar, nesses países, o número de pessoas sob tratamento de 1,3 milhão a 3 milhões entre 2006 e 2007, assinalou. Percebemos que, apesar deste progresso, a epidemia supera nossos esforços. Nos países de renda baixa e média, somente um terço dos doentes que precisam de tratamento com anti-retrovirais o recebem, apontou.

EFE |

Por isso, segundo a declaração do secretário-geral, as 17 farmacêuticas concordaram em aumentar o investimento em remédios e tratamentos adaptados à precariedade dos serviços de saúde dos países em desenvolvimento.

Assim, entre outras coisas, se comprometeram a intensificar a pesquisa de remédios que possam ser administrados em condições médicas difíceis, na elaboração de métodos de tratamento acessíveis e no recrutamento de um maior número de pessoal sanitário para administrá-los.

Ban acrescentou que as companhias também concordaram em seguir realizando contatos periódicos de alto nível com as Nações Unidas para "avaliar o progresso obtido e identificar novas medidas de cooperação". EFE jju/db

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