Fariñas diz que deixaria greve de fome se 12 presos doentes fossem libertados

Havana, 21 mai (EFE).- O dissidente cubano Guillermo Fariñas disse hoje que deixaria a greve de fome que mantém há 87 dias se o Governo de Cuba libertasse 12 presos políticos mais doentes e desse um prazo para libertar o restante.

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Havana, 21 mai (EFE).- O dissidente cubano Guillermo Fariñas disse hoje que deixaria a greve de fome que mantém há 87 dias se o Governo de Cuba libertasse 12 presos políticos mais doentes e desse um prazo para libertar o restante. Em declarações à Agência Efe no hospital onde está internado, Fariñas disse estar "à espera" de que as autoridades católicas transfiram uma proposta concreta após a reunião que mantiveram com o presidente Raúl Castro. "Se a considerarmos decorosa, a aceitaremos", disse o dissidente, que insistiu em que não vê problemas no fato de a Igreja Católica atuar como mediadora em seu caso, enquanto mantiver uma "posição de imparcialidade". O presidente Raúl conversou sobre o tema dos presos políticos em Cuba com o cardeal Jaime Ortega e o presidente da Conferência de Bispos Cubanos, Dionisio García, em reunião de mais de quatro horas na quarta-feira e que confirmou o papel de mediação da Igreja com o Governo. Fariñas, de 48 anos, iniciou sua atual greve de fome - realizou 23 ao longo de sua vida - após a morte no final de fevereiro de Orlando Zapata Tamayo. Sobre seu estado de saúde, explicou que no momento sofre de uma infecção no rim provocada por uma bactéria, por isso está sendo tratado com antibióticos. Além disso, tem dores de cabeça, nas articulações e febre baixa, segundo ele. EFE rmo-sam/pd

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