Fariña diz que eleição local em Cuba é uma farsa

Havana, 24 abr (EFE).- O dissidente cubano Guillermo Fariña Hernández, que completa hoje 60 dias em greve de fome, disse que as eleições locais que serão realizadas este domingo na ilha são uma grande farsa.

EFE |

Ele acrescentou que votará contra "a dinastia dos Castro" caso tenha acesso a uma célula de votação.

"Não existe a livre votação. Tem que ser com a vizinhança (em referência à forma de designar os candidatos), e ninguém quer ficar marcado perante o regime de terror", disse Fariña à Agência Efe em uma conversa por telefone na sala de terapia intensiva onde permanece hospitalizado na cidade central de Santa Clara.

O dissidente lembrou que o regulamento das eleições cubanas estabelece que a célula eleitoral deve chegar às pessoas doentes que estejam lúcidos, e disse estar na expectativa de que a decisão será tomada pelo Estado no seu caso.

"Se me trazem uma célula o que vou a fazer é pôr: abaixo a dinastia dos irmãos (Fidel e Raúl) Castro, minha assinatura e meu número de carteira de identidade", afirmou o jornalista. Ele foi internado em meados de março após sofrer dois colapsos devido ao jejum.

No pleito de amanhã, os cubanos maiores de 16 anos estão convocados a votar em mais de 15 mil delegados (vereadores) das 169 assembléias municipais da ilha, um processo realizado a cada dois anos.

arj/pb

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