Bogotá, 1 ago (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teriam ordenado o assassinato de ex-combatentes presos considerados traidores, revelou um dos guerrilheiros detidos ao jornal local El Periódico.

Os "comandantes das Farc teriam ordenado o assassinato de ex-combatentes da guerrilha presos e que se negam a ser reconhecidos como subversivos, além de fazerem parte de um eventual acordo humanitário com o Governo", afirmou a publicação em sua edição de hoje.

Um exemplo dessa intenção, acrescenta a fonte, foi a tentativa de fuga de rebeldes das Farc registrada em uma prisão do departamento (estado) de Caldas (centro-oeste), no último dia 10.

Um ex-chefe de finanças da organização guerrilheira, Raúl Agudelo, preso em Bogotá, negou a versão divulgada na ocasião pelo Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec), de que os guerrilheiros planejavam uma fuga.

Agudelo declarou ao "Periódico" que o que aconteceu foi um atentado planejado pelos comandantes das Farc para assassinar guerrilheiros que se negam a seguir fazendo parte da organização.

"Agora nas prisões o que está acontecendo é um processo de resistência. As Farc estão em uma queda-de-braço com os dirigentes de movimentos pela paz, que estão orientando os guerrilheiros a não voltarem para o conflito", disse o ex-chefe de finanças das Farc.

Por isso, "o que ordenaram é que fossemos assassinados", completou.

"Apelamos ao Governo, para que garanta a segurança de todos os guerrilheiros presos que se encontram no processo de reinserção na Lei de Justiça e Paz" (marco legal de desmobilização)", acrescentou.

Cerca de 800 guerrilheiros, em diferentes prisões colombianas, se negaram a integrar a lista de "passíveis de troca" em um eventual acordo humanitário entre subversivos presos e civis seqüestrados.

EFE rrm/fr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.