Farc soltarão mais reféns em 1 mês, diz senadora

Bogotá, 24 set (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba, da oposição, afirmou hoje que, em um mês, estarão livres os dois reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se comprometeram a entregar junto com os restos mortais de um policial morto em cativeiro.

EFE |

"Acho que, em um mês, já teremos resolvido esta questão", disse Córdoba a jornalistas na cidade de Medellín (noroeste).

O importante agora "é avançar na logística" dessas libertações e acabar com esta situação "desesperadora" para as famílias", ressaltou a legisladora.

Há cerca de três meses, as Farc se dispuseram a libertar unilateralmente o soldado Josué Daniel Calvo e o cabo do Exército Pablo Emilio Moncayo, sequestrado há quase 12 anos. A guerrilha também prometeu devolver os restos mortais do policial Julián Guevara, que morreu sob o poder dos rebeldes.

As Farc, no entanto, disseram que só fariam a entrega a Córdoba.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, deu sua autorização em 8 de julho. Mas impôs como condição a libertação simultânea de todos os policiais e militares que as Farc querem trocar por rebeldes presos - a guerrilha fala de 23, e o Governo, de 24 -, além da devolução dos restos de três homens que morreram em cativeiro.

Diante da estagnação do processo e do apelo das famílias dos reféns, no último sábado Uribe decidiu retirar as condições e ratificou a autorização dada a Córdoba para participar das libertações junto com a Igreja Católica e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

A senadora adiantou que o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, que ela mesma lidera, já está preparando uma carta destinada às Farc para concretizar as libertações anunciadas e avançar na possível troca humanitária de reféns por rebeldes presos. EFE mb/sc

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