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Farc se negam a negociar com Uribe e querem reunião com Daniel Ortega

A guerrilha colombiana das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negou, nesta terça-feira, qualquer tipo de negociação com o presidente Alvaro Uribe e pediram para se reunir com o presidente nicaragüense Daniel Ortega, segundo uma carta divulgada pela cadeia multiestatal Telesur. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/07/15/uribe_enfrenta_desafio_complicado_apos_final_de_missao_de_mediacao_europeia_1445128.htmlUribe enfrenta desafio após fim de missão de mediação européia

Redação com AFP |

"Uribe não está programado pelos grigos nem para uma troca nem para a paz. Só um novo governo, verdadeiramente democrático, surgido de um grande acordo nacional, poderá retomar o caminho da busca de uma solução política para o conflito social e armado que vive a Colômbia", assinala o el texto.

"Sobre estes assuntos de guerra e de paz desejamos falar pessoalmente com o senhor, ou com seu delegado", acrescenta a carta enviada ao presidente Ortega e assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A carta tem data de 26 de junho passado.

Alvaro Uribe, junto com o Exército colombiano, realizaram uma operação de inflitração nas Farc há duas semanas que resultou no resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns.

Esquerda latino-americana

Já os presidentes de Equador, Venezuela e Nicarágua se reuniram em uma inesperada minicúpula para analisar suas relações com a Colômbia, país com que, em março passado, estiveram a ponto de entrar em guerra depois de uma incursão colombiana em solo equatoriano que resultou na morte de um comandante das Farc.

Os presidentes Rafael Correa, Hugo Chávez e Daniel Ortega - que integram o eixo da esquerda mais radical da América Latina - se reencontraram no porto equatoriano de Manta (sudoeste) para discutir o delicado tema sob um ambiente mais distendido do que imperou nos dias seguintes ao ataque colombiano de 1o. de março contra as FARC.

Uma fonte oficial indicou à AFP que os três presidentes conversaram a portas fechadas, mas nenhuma informação transcedendeu do encontro.

Também estava previsto que os presidentes Hugo Chávez e Rafael Correa discutiriam o plano para criar a maior usina petroquímica do Pacífico sul-americano.

Trata-se de uma obra de pelo menos 6,6 bilhões de dólares de investimento, com capacidade de processar 300.000 barris diários de petróleo e que ficará pronta até 2012, segundo os governos.

O impacto dessa usina sobre a reserva preocupa os grupos ecologistas, os quais o presidente equatoriano chamou no sábado passado de "riquinhos desocupados", advertindo-os contra qualquer tentativa de sabotagem.

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