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Farc são terroristas com T maiúsculo , diz ex-refém

Um dos três reféns americanos resgatados de um cativeiro do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na semana passada disse nesta segunda-feira que a organização é um grupo terrorista. Eles não são um grupo revolucionário.

BBC Brasil |

Eles são terroristas, com T maiúsculo. Suas principais atividades são tráfico de drogas, seqüestros e extorsões'', afirmou Marc Gonsalves.

Foi a primeira vez que os três ex-reféns fizeram declarações públicas desde que foram resgatados, juntamente com outras 12 pessoas, entre elas a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, pelo Exército colombiano.

O tom de Gonsalves foi bem distindo do de Betancourt. Em entrevista recente, a política colombiana disse que o governo do presidente Álvaro Uribe, e a Colômbia como um todo, devem abdicar da linguagem do radicalismo, do extremismo e do ódio contra as Farc.

Os três americanos foram seqüestrados pelas Farc em 2003. Marc Gonsalves, Keith Stansell and Thomas Howes prestavam serviços para o Exército da Colômbia e vistoriavam uma região que supostamente abrigaria cultivo de drogas quando o avião em que viajavam foi abatido por guerrilheiros na selva colombiana.

'Mentira'
''Eles (as Farc) dizem buscar a igualdade e afirmam que querem fazer da Colômbia um lugar melhor, mas é tudo mentira'', disse Gonsalves.

Segundo o ex-refém, ''até mesmo muitos de seus próprios guerrilheiros cometem suicídio, em uma tentativa desesperada de escapar''.

Gonsalves disse que a maioria dos integrantes das Farc são crianças que vivem em extrema pobreza, muitas das quais nem sequer sabem ler.

Entre os atos de crueldade que o grupo guerrilheiro cometeria habitualmente, segundo Gonsalves, estaria a prática de manter seus reféns ''acorrentados pelo pescoço, como cães'' e de ter mantido em cativeiro na selva até mesmo um bebê recém-nascido que necessitava de cuidados médicos.

As Farc lutam contra o governo da Colômbia há mais de quatro décadas. Acredita-se que o grupo ainda mantenha centenas de reféns nas selvas do país.

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