A cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) rejeitou nesta terça-feira, em um comunicado, libertar unilateralmente mais reféns. A guerrilha ainda disse que a França lançou a missão humanitária pela refém Ingrid Betancourt sem negociação prévia. A operação francesa busca prestar assistência à ex-candidata à presidência da Colômbia, refém das Farc há seis anos, e a outros reféns.

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  • "Pelas mesmas razões expostas ao CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), em 17 de janeiro, a missão médica francesa não é procedentes e muito menos quando não é resultado de um acordo, e sim da má fé de (presidente colombiano, Alvaro) Uribe ante o governo do Elíseu, e um escárnio desalmado quanto às expectativas dos familiares dos prisioneiros", assinala o comunicado.

    "Não atuamos sob chantagem nem sob o impulso de campanhas da mídia", acrescenta o comunicado divulgado através da Agência Bolivariana de Imprensa na internet.

    A guerrilha ressalta que já libertou seis reféns unilateralmente e criticou a ação militar colombiana que matou Raúl Reyes, o número dois no comando do grupo rebelde. "Lamentamos profundamente que o presidente Alvaro Uribe tenha planejado a execução de Raúl enquanto fazíamos progressos palpáveis na libertação dos prisioneiros", diz o texto.

    As Farc voltaram a exigir a libertação de rebeldes presos em troca dos reféns e a criação de uma zona desmilitarizada no interior do país.

    Quem é Ingrid

    Ingrid Betancourt, 46 anos, é uma senadora franco-colombiana seqüestrada durante sua campanha à presidência da Colômbia. Ela está em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002 e é uma das 39 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 insurgentes presos em uma negociação de um acordo humanitário com o governo colombiano.

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    Com Efe e AFP

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