A guerrilha colombiana das Farc reafirmou a decisão de prosseguir com a luta armada e a proposta de troca de 22 militares em seu poder por guerrilheiros presos, em uma carta divulgada na internet.

A carta, assinada pelo 'secretariado do estado-maior central' da guerrilha, qualifica de "bufões" o presidente Álvaro Uribe e o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

"Da nossa parte afirmamos que seguiremos lutando pela troca, e por uma lei que oficialize a troca humanitária de prisioneiros e que abra as portas para o início de um processo de paz que ponha fim à guerra que vivemos", afirma a nota.

Quanto ao futuro da luta armada, que já dura 44 anos, anunciam que seguirão "lutando por nosso povo e por uma mudança nas estruturas sociais que levem a que na Colômbia conquistemos esta paz com justiça social (...), a que não é possível alcançar sem profundas reformas sociais e políticas".

Também afirmam que o Exército e a polícia da Colômbia estão a serviço do Pentágono e da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), respectivamente.

O texto foi divulgado pela agência ANNCOL que divulga informações sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A carta chama os militares em poder do grupo de "prisioneiros de guerra".

pro/fp

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