Farc ratificam que reféns só serão soltos com troca humanitária

Bogotá, 20 dez (EFE) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ratificaram que as 28 pessoas que mantêm como reféns só serão libertadas através de um acordo de troca humanitária por 500 guerrilheiros presos.

EFE |

"Reiteramos que não voltaremos atrás em nosso empenho para cristalizar o acordo humanitário", informou o Estado-Maior da frente 33 da organização, que atua na fronteira nordeste com a Venezuela, em nota divulgada hoje pela "Agencia de Noticias Nueva Colombia" ("Anncol").

Trata-se de uma "declaração política" datada em "novembro de 2008" e que aparece no site das Farc, que voltou a ficar disponível na rede, após mais de seis meses fora do ar.

Na nota, de 6 de outubro, a guerrilha informa que, "após passar pelas dificuldades próprias de um confronto contra o império mais poderoso e perverso que jamais existiu ao longo da história da humanidade (Estados Unidos), de neutralizar a ofensiva tecnológica e superar problemas técnicos e humanos, voltamos a dizer presente".

O Secretariado também se referiu à morte, em março, do fundador e chefe máximo das Farc, "Manuel Marulanda"; da morte pela mesma época do porta-voz internacional, "Raúl Reyes", em um bombardeio no Equador, e do assassinato por parte de um desertor de "Ivan Ríos", membro do comando central, como os dois anteriores.

Os guerrilheiros anunciaram que seguirão seu trabalho com os setores que compartilham a idéia de que o confronto não é o caminho para o país, e também "explorando caminhos, buscando formas e trabalhando roteiros que nos permitam chegar ao acordo humanitário".

Este acordo será o "passo inicial para começar com um processo de diálogo que desemboque na paz com justiça social", expressou o Secretariado, que, desde 1998, insiste em um consenso deste tipo para resolver o problema dos seqüestrados.

Por grandes divergências, entre elas a rejeição do Governo à abertura de uma zona neutra, o Executivo do presidente Álvaro Uribe e as Farc não assumiram a negociação de um acordo humanitário. EFE jgh/db

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