Farc pretendiam estabelecer contato com Governo Morales, diz jornal

La Paz, 21 jul (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham planos de se expandir para a Bolívia a partir de uma relação com o líder campesino Felipe Quispe e com a pretensão de estabelecer contato com funcionários do Governo de Evo Morales, afirma o jornal boliviano La Razón.

EFE |

A publicação, que afirma ter tido acesso em Bogotá aos arquivos dos computadores de "Raúl Reyes", diz que entre dezembro de 2001 e início de 2008 "os esforços para conseguir uma estrutura de apoio ao grupo terrorista na Bolívia foram impulsionados por dirigentes da primeira linha das Farc".

Além de "Raúl Reyes", morto em uma operação militar colombiana no Equador no começo de março, no plano estiveram envolvidos o chamado chanceler das Farc, Rodrigo Granda, e Núbia Calderón, encarregada de uma comissão para países andinos.

Segundo o "La Razón", "Reyes e um círculo exclusivo de pessoas" trocaram pontos de vista sobre a Bolívia em pelo menos 57 e-mails.

Em uma das mensagens, "Reyes" recomenda à Núbia "administrar bem as relações com Evo e demais amigos dentro desse Governo".

O ministro de Defesa boliviano, Wálker San Miguel, denunciou em declarações também publicadas pelo "La Razón", que existiria uma campanha internacional para vincular o Governo de Evo Morales às Farc.

"Nunca houve uma ameaça séria de entrada das Farc na Bolívia. O máximo que chegaram a ter foram contatos esporádicos", comenta o ministro.

San Miguel, além de desmentir os supostos vínculos do Executivo com as Farc, apontou que no futuro "não haverá nenhum tipo de intromissão nem de relação" com a guerrilha.

"A Bolívia apostou em uma mudança na democracia", concluiu o ministro, adiantando que fracassarão todos os que tentarem ações armadas, pois "a vocação da Bolívia é resolver os conflitos de outra maneira". EFE ja/rb/rr

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