Bogotá, 2 mar (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estabeleceram como condição para os diálogos de paz com o Governo a saída das tropas norte-americanas do país, e pediram ao presidente Álvaro Uribe para deixar de qualificar o grupo como terrorista, pedindo o status de força beligerante.

As requisições foram publicadas em um documento divulgado nesta terça na página eletrônica da guerrilha, que, além disso, assinala que não vê problemas em se reunir com o "Governo de turno" para conversar sobre a troca de sequestrados.

"Se vamos falar de paz, as tropas norte-americanas devem sair do país", especifica o texto, escrito "nas montanhas da Colômbia" e assinado pelo "Secretariado do Estado-Maior Central" das Farc.

Em 2009, os Governos da Colômbia e dos Estados Unidos assinaram um acordo pelo qual militares e assessores americanos podem usar até sete bases colombianas para combater o narcotráfico e o terrorismo.

"De nossa parte estamos prontos para assumir a discussão em torno da organização do Estado e da economia, a política social e a doutrina que há de guiar às novas Forças Armadas da nação", especificam os rebeldes.

Segundo as Farc, os diálogos de paz com os Governos anteriores, e inclusive com o atual, fracassaram por um "terrorismo de Estado".

Como em outros comunicados, os rebeldes asseguram que é necessário o diálogo como "princípio para conseguir acordos de troca e avançar na humanização do conflito e ganhar terreno rumo a acordos definitivos".

A gherrilha insiste para que lhe seja concedido o status de beligerante para "começar a marcha da Colômbia rumo à paz" e reiteram que sempre pensaram "em uma saída política para o conflito".

Para as Farc, o fato de "conversar" para buscar soluções conjuntas "não deve ser considerado como concessão de ninguém", o que se procura é "deter a guerra entre colombianos a partir da civilidade dos diálogos". EFE ocm/fm

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