Farc pedem ajuda de líderes latinos em acordo de troca de reféns

Bogotá, 28 out (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reiteraram hoje sua decisão de buscar um acordo de troca humanitária de seqüestrados por rebeldes presos e, para isso, solicitaram o apoio da grande maioria dos presidentes latino-americanos.

EFE |

Os rebeldes reiteraram sua exigência de "troca humanitária" em um comunicado datado de 11 de outubro, mas divulgado hoje através dos sites da agência de notícias "Nova Colômbia" (Anncol, com sede em Estocolmo e próxima aos insurgentes) e da congressista Piedad Córdoba.

"Nossa disposição em explorar possibilidades em busca de troca humanitária e da paz com justiça social, que é hoje o clamor e a necessidade mais urgente e sentida de toda a nação, continua invariável", assegurou o comando central das Farc.

O comando rebelde observou que a libertação unilateral de seis reféns em janeiro e fevereiro "buscava criar condições e ambientes propícios à troca de prisioneiros em poder das partes adversárias".

Os reféns citados foram entregues ao Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em missões humanitárias nas quais esteve presente a opositora Córdoba, no passado mediadora de um acordo sobre seqüestrados.

"Esse fato é testemunho indubitável de vontade política", disse a nota do grupo rebelde, que sugeriu o reforço "deste novo empreendimento" com "a grande maioria de presidentes latino-americanos" que se declararam dispostos a "contribuir com seus esforços no processo de troca humanitária e de paz".

Na nota, os comandantes das Farc disseram que recebem "com beneplácito" a mensagem do grupo civil liderado por Córdoba que convida a "explorar coletivamente caminhos para a paz afastados do atual rumo governamental de guerra perpétua".

Os presidentes latino-americanos, aos que a Farc se dirige nesta mensagem, se reúnem esta semana em El Salvador por ocasião da Cúpula Ibero-Americana, da qual também participam os chefes de Estado e de Governo de Espanha e Portugal. EFE jgh/rr

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