Farc negam torturas e justificam uso de correntes em reféns

Bogotá, 20 mar (EFE).- Os insurgentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram hoje que não torturam por normas e princípios, mas que utilizam correntes para segurar os prisioneiros, porque são uma guerrilha móvel que luta na selva.

EFE |

O grupo defendeu essa prática em relação aos reféns em uma "Carta aos prisioneiros de guerra" publicada em seu site e dirigida aos 22 militares do Exército e da Polícia que mantém sequestrados, alguns há mais de uma década.

"Vocês, pessoalmente, não são nossos inimigos, pois não escapa à nossa compreensão a situação pessoal e familiar pela qual passam, como a de centenas de guerrilheiros presos atualmente em distintas prisões, em sua condição de prisioneiros de guerra", inicia a mensagem.

"Depois de duros e violentos combates travados ao longo e largo da geografia pátria, como acontece em todas as guerras - na Colômbia há uma guerra -, vocês foram feitos prisioneiros" da mesma forma que "muitos dos nossos também", explicam.

No entanto, insistem em que respeitarão, segundo "está estabelecido" em suas "normas e princípios", a "integridade" e "dignidade" dos prisioneiros, "sem torturas, sem humilhações nem interrogatórios imorais".

"Se tivemos que recorrer a correntes é só porque nas condições de uma guerrilha móvel, que luta na selva, que não possui estruturas carcerárias e no meio de um assédio permanente, não existe outro meio que garanta sua asseguração", justificam.

A guerrilha insiste em que seguirá lutando por uma "troca" dos militares em seu poder por guerrilheiros presos, "por uma lei que oficialize a troca humanitária de prisioneiros, que abra as portas ao início de um processo de paz que coloque fim à guerra". EFE rrm/db

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