Bogotá, 3 set (EFE) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negaram hoje ter cometido em 14 de agosto um atentado com explosivos na localidade de Ituango, noroeste do país, que deixou sete mortos, e responsabilizaram mãos criminosas do Estado pelo ataque. Um comunicado dos chamados blocos Ivan Ríos e Martín Caballero, da principal guerrilha colombiana, divulgado hoje, embora datado de 30 de agosto, faz as denúncias e ressalta que o Governo implicou as Farc neste lutuoso fato para ocultar sua responsabilidade direta no atroz crime. O comunicado foi publicado na Agencia de Noticias Nueva Colombia (Anncol), que costuma divulgar comunicados e entrevistas do grupo rebelde. O atentado foi cometido quando, em Ituango, cerca de 650 quilômetros ao noroeste de Bogotá, ocorria uma festa camponesa e a bomba explodiu em uma rua na qual se concentravam centenas de pessoas em um baile popular. Distintas autoridades militares, policiais e civis acusaram, então, rebeldes da frente 18 das Farc, que atua nessa região, de ter ativado a bomba. Segundo a guerrilha, a ação terrorista foi cometida para os planos do Estado, os habitantes de Ituango estão se transformando em uma maldição para o desenvolvimento de um grande projeto hidrelétrico em sua jurisdição. A brutal repressão à população camponesa está ligada ao megaprojeto. A erradicação violenta dos cultivos denominados ilícitos é uma forma de repressão ligada ao projeto.

Uribe não quer Ituango porque seus habitantes não se submeteram à exigência de trabalhar com o Exército", segundo o comunicado.

Para as Farc, "essa foi a verdadeira causa da explosão contra a população desarmada" do local. EFE rrm/db

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