Farc negam ações no Equador e culpam militares colombianos

Bogotá, 24 dez (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negaram hoje responsabilidade por seqüestros e assassinatos realizados no Equador, na região fronteiriça com a Colômbia, e atribuiu as ocorrências a tropas de seu país e paramilitares em cumplicidade com alguns oficiais equatorianos.

EFE |

Os responsáveis pelos seqüestros e assassinatos atendem a "diretrizes" da CIA (agência de inteligência americana), que tem o "objetivo intencional" de "criar na fronteira comum entre Colômbia e Equador uma situação caótica", assegurou o grupo rebelde.

Em comunicado divulgado hoje pela Agência Bolivariana de Imprensa (ABP), o Bloco Sul das Farc avaliou que se trata de uma estratégia que já é conhecida pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, e seu ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Com essas ações, acrescentou a guerrilha, se busca obrigar o Exército do país vizinho "a ter presença permanente e a realizar patrulhas permanentes, para depois comprometê-lo em operações contra rebeldes e, assim, envolvê-lo no conflito interno social e armado que a Colômbia vive".

Os equatorianos envolvidos, afirmaram as Farc, são oficiais da Marinha que, contra ordens do presidente de seu país, Rafael Correa, realizam patrulhas conjuntas com o Exército colombiano sobre os rios San Miguel e Putumayo, ambos limítrofes.

"As Farc nada têm a ver com os seqüestros recentemente denunciados pelo presidente (Correa), nem com outras ocorrências criminosas realizadas na fronteira", acrescentou o grupo rebelde.

EFE jgh/fr

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