Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram no domingo quatro integrantes das forças de segurança colombianas mantidos sequestrados por meses. Foi a primeira entrega de reféns unilateral feita pela guerrilha em quase um ano, informou a Cruz Vermelha Internacional.

Com a libertação, as Farc buscam ganhar espaço político e melhorar sua imagem internacional após receber uma série de golpes do governo do presidente colombiano, Alvaro Uribe, e do Exército, como a morte de líderes de alto escalão da guerrilha e o resgate de reféns importantes, como a política Ingrid Betancourt.

Os três policiais e o soldado, que formavam parte de um grupo de reféns que as Farc tentavam trocar por 500 rebeldes presos, foram entregues em um local na selva do sul do país a uma missão humanitária liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba e que teve apoio logístico do Brasil.

"Em uma área rural do Departamento de Caquetá, as Farc-EP entregaram para membros da Comissão de Colombianos e Colombianas pela Paz e para delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Alexis Torres Zapata, Juan Fernando Galicia e José Walter Lozano, membros da Polícia Nacional, e o soldado William Giovanni Rodríguez", disse a Cruz Vermelha em comunicado.

A libertação foi antecedida por um confuso incidente que, segundo integrantes da missão humanitária, aconteceu por conta de sobrevoos realizados por aviões militares antes da entrega. Essa versão foi negada pelo governo por meio do alto-comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo.

Ao anoitecer de domingo, os quatro reféns e a comissão humanitária chegaram ao aeroporto de Villavicencio, onde foram recebidos com aplausos.

"Temos que lutar por todos os companheiros que continuam nessa selva", disse o policial Torres, enquanto comemorava a libertação em frente às câmeras de televisão e de fotógrafos junto com os demais libertados.

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