Farc insistem em troca de seqüestrados por rebeldes presos

Bogotá, 13 jun (EFE) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram que desejam libertar os seqüestrados, mas em troca de rebeldes presos, em resposta a um pedido formulado nesse sentido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, segundo nota reproduzida hoje pela agência de notícias Anncol.

EFE |

No comunicado atribuído às Farc, o grupo insurgente se referiu ao apelo feito por Chávez no domingo passado para que liberte os reféns "em troca de nada" e reconsidere a guerra de guerrilhas, afirmando que já não tem lugar na América Latina.

"Certo, isso é o que os revolucionários e democratas do mundo querem, e, com certeza, é o que as Farc querem", indicou a guerrilha sobre o pedido de libertação dos seqüestrados, mas insistiu em uma troca de reféns por rebeldes presos, incluídos os extraditados aos Estados Unidos.

As Farc mantêm em seu poder 40 políticos, soldados, policiais e americanos, os quais desejam trocar por 500 guerrilheiros presos.

"Mas as Farc também querem que libertem os seus, que estão há tanto ou mais tempo nas masmorras de Colômbia e Estados Unidos.

Muitas vezes em piores condições, pois não recebem o necessário", expressou o comunicado.

Para a troca, as Farc exigem que se desmilitarizem temporariamente dois municípios do departamento de Valle del Cauca (sudoeste) e também que sejam libertados os guerrilheiros Ricardo Palmeira, conhecido como "Simón Trinidad", e Anayibe Rojas, "Sonia", extraditados aos EUA sob cargos de tráfico de drogas.

O texto acrescentou que "as Farc insistiram mil e uma vezes na troca humanitária e o regime (do presidente colombiano, Álvaro Uribe) só respondeu com mais guerra".

No entanto, o pronunciamento se afastou da consideração do governante venezuelano de que a guerra de guerrilhas já não tem lugar na América Latina, e manifestou que "é uma opinião muito pessoal, respeitável e, portanto, não acreditamos que se deva chorar por Chávez ter dito algo assim".

O pedido de Chávez foi recebido bem pelos Governos da Colômbia e dos Estados Unidos. EFE gta/db

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