Farc homenageiam líder morto e pedem maior combatividade

Bogotá, 23 mar (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) asseguraram hoje que a melhor homenagem que podem render a seu líder histórico Manuel Marulanda, o Tirofijo, no primeiro aniversário de sua morte é continuar evoluindo em educação e combatividade.

EFE |

Em comunicado publicado em seu site, os rebeldes dizem que o lendário comandante Manuel Marulanda deixou tudo organizado para "tornar realidade" o projeto revolucionário das Farc.

"A melhor homenagem que podemos render a nosso comandante-em-chefe é o crescimento em toda ordem, educação e combatividade das Farc", diz a mensagem.

Segundo os guerrilheiros, a carta é dirigida a todos os integrantes das Farc e especialmente aos filhos e à companheira de "Tirofijo", conhecida como "Sandra".

Pedro Antonio Marín, nome verdadeiro do líder da guerrilha mais antiga da América Latina, morreu em passado 26 de março de problemas cardíacos e seu corpo foi enterrado no sul da Colômbia, onde em 1964 fundou um grupo rebeldes camponês que deu origem às Farc.

Na nota, as Farc reiteram que, apesar das dificuldades que enfrentaram nos últimos meses, continuam unidas, atuando sobre a linha política militar delineada por "Tirofijo".

Para os rebeldes, a estratégia deixada por Marulanda só precisa para triunfar que "a maioria do povo colombiano se una" para derrotar o projeto do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

"Quando ele morreu, imediatamente nos reorganizamos, designamos como comandante 'Alfonso Cano', completamos o Estado-Maior Central e reajustamos as diversas direções que existem neste Exército guerrilheiro e irregular", especificaram.

Após a morte de Marulanda, as Farc designaram Guillermo León Sanz, conhecido como "Alfonso Cano", como seu máximo comandante.

Um relatório publicado recentemente pelo diário "El Tiempo", de Bogotá, assegurou que os coveiros de "Tirofijo" foram fuzilados por ordem de sua companheira para evitar que o Exército encontre o local onde o guerrilheiro foi enterrado no sul da Colômbia. EFE fer/rr

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