Farc estão desfalcadas e desorientadas, diz desertor

BOGOTÁ - A maior guerrilha de esquerda da Colômbia está reduzida, desmoralizada e sem orientação política, disse na terça-feira um rebelde que desertou e ajudou na fuga de um ex-parlamentar mantido refém por mais de oito anos. Wilson Bueno Largo, codinome Isaza, foi um guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que desertou e durante três dias andou pela selva com Oscar Tulio Lizcano, um político que foi mantido refém mesmo com um delicado estado de saúde.

Reuters |

"As Farc, neste momento, são um grupo já muito reduzido. Sem uma orientação política, as Farc vão desaparecer. Os guerrilheiros estão sem moral, com descomposição interna", disse Isaza, 28, em entrevista à imprensa.

O rebelde, que passou 12 anos na guerrilha e perdeu o olho esquerdo em um combate com o Exército, disse que sua permanência nas Farc foi uma perda de tempo, do qual não tirou nenhum proveito.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou o pagamento de uma recompensa de 420 mil dólares ao guerrilheiro, que também poderá receber benefícios jurídicos como liberdade condicional e um traslado para a França.

Isaza garantiu que o mais importante nesse momento é a segurança e o bem-estar da sua família, que quer comprar uma casa com parte do dinheiro que o governo entregará.

O governo do presidente Alvaro Uribe, com o apoio dos Estados Unidos, empreende uma ofensiva militar contra as Farc e fez com que a guerrilha se isolasse em zonas montanhosas e de selva. Assim, o Exército e a polícia retomaram o controle de regiões dominadas durante anos pelos rebeldes.

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