Farc e Colômbia devem impor vontade humanitária em troca, dizem familiares

Florencia (Colômbia), 30 mar (EFE).- As famílias de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediram hoje ao Governo colombiano e à guerrilha para que a vontade humanitária se imponha sobre a política para iniciar negociações que levem à trocas entre sequestrados e insurgentes presos.

EFE |

"Isso é o que sempre faltou na Colômbia, a vontade humanitária", disse em entrevista à Agência Efe a presidente da Associação Colombiana de Parentes de Membros da Polícia Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), Marleny Orjuela.

A ativista está no aeroporto da cidade colombiana de Florencia (sul), onde acompanha a família do sargento do Exército Pablo Emilio Moncayo, cuja entrega unilateral por parte das Farc está prevista para hoje.

Orjuela desejou que o resgate de Moncayo transcorra sem problemas para "reviver a alegria do domingo", quando as Farc entregaram o soldado Josué Daniel Calvo, que já está com sua família.

Após a libertação de Moncayo, a última que a guerrilha propõe de forma unilateral, as Farc colocam como alternativa um acordo humanitário.

No último domingo, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, se mostrou disposto a aceitar a sugestão, mas com algumas condições.

"Temos um otimismo moderado em relação ao que o presidente Uribe diz", opinou Orjuela, embora mantenha sua confiança de que haverá um acordo antes de 7 de agosto, quando o novo presidente colombiano tomará posse.

Por isso, convidou o Governo e a guerrilha a "deixar de lado a política, a sentar-se de maneira civilizada na mesa de diálogo, a assinar esse acordo humanitário que permita a liberdade, vivos e livres de nossos policiais, militares e civis sequestrados e que o sequestro" não seja mais "uma arma de luta política".

Além disso, a ativista exigiu que os líderes das Farc entreguem os restos mortais do major da Polícia Julián Guevara, que morreu em cativeiro em 2006, oito anos depois de ter sido sequestrado.

Caso Moncayo seja libertado hoje, a lista de reféns "passíveis de troca" cairá para 21 policiais e militares, segundo as Farc, e para 22, de acordo com o Governo colombiano. EFE ac-agp/bba

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