Farc dizem que Uribe deve responder por mortes em ataque no Equador

Bogotá, 29 jul (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos devem responder pelos casos do equatoriano e dos cinco mexicanos que morreram ou ficaram feridos no bombardeio a uma base do grupo no Equador, em 2008.

EFE |

"Os tribunais esperam Uribe", advertiu a Comissão Internacional das Farc em comunicado divulgado hoje pela "Agencia de Noticias Nueva Colombia" ("ANNCOL"), com sede em Estocolmo e que costuma divulgar mensagens dos rebeldes.

"Santos deve responder pelo homicídio de Franklin Aisalla (equatoriano)", acrescentou o comitê dos rebeldes, dirigido por "Raúl Reyes", apelido de Luis Edgar Devia, até sua morte, no ataque colombiano no Equador em 1º de março de 2008.

Segundo as Farc, "o cidadão equatoriano foi capturado vivo em seu próprio país e levado à Colômbia depois de ser assassinado a golpes com objeto contundente, como determinou a perícia da Procuradoria" colombiana.

A versão entra em contradição com a das autoridades colombianas, que insistiram em que Aisalla "morreu como consequência de elementos explosivos no acampamento do terrorista das Farc conhecido como Raúl Reyes".

No caso de Uribe, as Farc disseram que, em vez de solicitar ao México que extradite Lucía Morett, ferida na mesma ação, o líder colombiano "deve responder por sua infame agressão contra ela, por lesões pessoais, e pelo covarde assassinato de quatro estudantes mexicanos". EFE jgh/db

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