Farc dizem que irão libertar dois de 24 reféns

Por Hugh Bronstein BOGOTÁ (Reuters) - Rebeldes colombianos afirmaram no domingo que irão libertar dois reféns em um gesto unilateral que pode preparar o terreno para uma troca ampla de prisioneiros por ambos os lados envolvidos na guerrilha de 45 anos no país.

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Os soldados Pablo Moncayo e Josue Calvo estão presos em campos secretos na selva pela maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Eles e outros 22 membros sequestrados das forças de segurança estatais estão sendo usados como moeda de troca pelos rebeldes marxistas, que querem negociar a liberdade de centenas de combatentes presos pelo governo.

"Com esse gesto unilateral de libertação reafirmamos nossa vontade em avançar nas trocas de todos os prisioneiros de guerra, estejam eles presos pelas guerrilhas ou pelo Estado", afirmaram as Farc em comunicado.

A troca pode ser um passo rumo ao diálogo visando o fim da guerra, segundo o grupo. Mas o governo do presidente Alvaro Uribe afirma que as guerrilhas financiadas pelo narcotráfico devem baixar suas armas e deixar o crime antes que as negociações possam começar.

Moncayo, capturado palas Farc em 1997, se tornou um símbolo do sofrimento das vítimas sequestradas desde que seu pai Gustavo Moncayo começou a campanha para sua libertação, atando-se a correntes e andando pela Colômbia.

Calvo foi raptado no início deste ano.

A senadora da oposição Piedad Cordoba foi designada por Uribe para ajudar e mediar a libertação dos reféns.

Uribe, cujo pai foi morto em uma tentativa de sequestro das Farc em 1983, é popular por sua posição apoiada pelos Estados Unidos contra a guerrilha. Ele pode ter seu terceiro mandato em 2010 se seus aliados conseguirem aprovar uma emenda constitucional para permitir mais um mandato.

A decisão de libertar os dois soldados foi anunciada primeiramente pelas Farc em abril, mas o plano atolou em desacordos com Uribe sobre as condições de uma troca.

O presidente concordou este mês com os pedidos das Farc de libertar um refém por vez do que todos os 24 existentes ao mesmo tempo, uma mudança na política que pode acelerar as libertações

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